| Em 01/03/2023

Governo do Paraná recebe 12 pesquisadores por meio do Programa de Acolhida aos Cientistas Ucranianos

(Foto: André Luiz Ridão/Assessoria de Comunicação da UEL)

Desde a invasão Russa na Ucrânia, que no dia 24/02 completou um ano, o Programa de Acolhida aos Cientistas Ucranianos, promovido pelo Governo do Paraná, por meio da Fundação Araucária e com o apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior já recebeu 12 pesquisadores que estão atuando em universidades estaduais, no Instituto Federal do Paraná, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná e na PUCPR.

Este edital é de fluxo contínuo, possui 50 bolsas no total disponíveis e tem como prioridade apoiar financeiramente as Instituições Científicas e Tecnológicas e de Inovação (ICTs) paranaenses na acolhida de pesquisadores ucranianos para atuar na Pós-graduação Stricto Sensu.

“O principal objetivo deste Programa sempre foi que ele chegasse ao conhecimento do maior número de cientistas ucranianos possível, e que a partir dele, essas mesmas pessoas se sentissem acolhidas pelas universidades paranaenses e o Estado como um todo. O foco desta iniciativa é humanitário e a promoção da integração dos cientistas na comunidade paranaense”, destacou o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig.

O Programa financia bolsas aos pesquisadores com o tempo de duração de até 24 meses e os cientistas podem também receber o auxílio complementar de R$1.000,00, por dependente abaixo de 18 anos e/ou ascendente acima de 60 anos. O limite deste auxílio é estabelecido em três  complementos de R$1.000,00  para cada pesquisador selecionado.

Os cientistas que possuem mais de cinco anos de experiência em pesquisa (Bolsa categoria Pesquisador Visitante Especial 1), recebem a bolsa de R$10mil reais cada, e os pesquisadores que possuem menos de cinco anos de experiência e recebem a (Bolsa categoria Pesquisador Visitante Especial 2), que é de R$5.500 reais cada.

(Foto: Assessoria de Comunicação da UEPG)

Pesquisadores

Lesia Zolota, que veio da Alemanha, onde estava refugiada acompanhada da família é uma das últimas pesquisadoras que chegou ao Paraná e foi acolhida pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). “Este trabalho é muito importante. Antes de vir para o Brasil, eu tinha muitas dúvidas. Mas marquei diversas reuniões online e tive todo apoio para sanar as minhas preocupações. A recepção no Brasil foi extremamente calorosa, nos sentimos acolhidos e sabemos que podemos contar com a ajuda de todos para nossa adaptação”, afirmou Lesia.

A professora Lesia vai desenvolver uma pesquisa de levantamento e proteção ao patrimônio imaterial relacionado à imigração ucraniana no centro-sul paranaense. A ideia é que a pesquisadora oriente dois mestrandos, atendendo os alunos sobre aspecto cultural e jurídico do patrimônio ucraniano e, eventualmente, traduzir essa pesquisa em artigos e um livro sobre o tema.

O valor total disponibilizado do Programa é de R$18.000.000,00. Até o momento foram firmados 23 convênios que perfazem o valor de R$ 6.324.557,69. Além dos 12 pesquisadores que estão no Paraná, cerca de outros 10 cientistas estão para chegar no Estado nos próximos meses.

Kateryna Hodick é outra ucraniana que chegou ao Paraná em janeiro deste ano e foi acolhida pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).A pesquisadora é professora da Junior Academy of Sciences of Ukraine (JASU) e trabalha no desenvolvimento de materiais pedagógicos direcionados a crianças que participam de competições intelectuais, além de ser especialista em Literatura Russa. “Esta iniciativa oferece aos cientistas ucranianos a oportunidade de retomar o trabalho, o que é muito importante para nós atualmente. Esse Programa também traz oportunidades extraordinárias de colaboração e comunicação entre os pesquisadores ucranianos e brasileiros. E por fim, me sinto acolhida e segura neste País”, comentou Kateryna.

Além das Bolsas aos pesquisadores e auxílio aos seus dependentes, o Programa conta com o edital Institucional Universidades Amig@s: Acolhimento Extensionista aos Cientistas Ucranianos.Este edital tem como objetivo prestar acolhimento social em forma de apoio nas atividades cotidianas dos pesquisadores ucranianos e suas famílias.Por fim, o Programa Paraná Fala Idiomas também é parceiro da iniciativa, no qual são ministradas aulas online de português aos ucranianos até mesmo antes deles chegarem ao Brasil.

No dia 01/03, chega mais um pesquisador ucraniano no Estado e  que vai atuar na Universidade Estadual do Oeste do Paraná  (Unioeste). O nome dele é  Andriy Holod e é marido da professora Yuliia Felenchak que está no Brasil desde agosto de 2022. Ele conseguiu a autorização para sair da Ucrânia apenas nos últimos dias, por isso não pôde acompanhar sua esposa no ano passado.

Documentário

A Fundação Araucária, por meio da Universidade Estadual de Ponta Grossa, está produzindo um documentário para contar as histórias desses pesquisadores que estão sendo acolhidos pelo Estado. A partir do dia 24/02, as pessoas terão acesso ao teaser do documentário. E para ter acesso ao conteúdo basta procurar por: @ucranianosnopr no twitter, instagram e tik tok.

 

Fonte: FUNDAÇÃO ARAUCÁRIA (Por: Ascom Fundação Araucária)

 

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