| Em 23/06/2026

CONFAP, MCTI e CNPq assinam documento para estruturação de um Sistema Nacional de Popularização da Ciência

Investimento de mais de R$ 300 milhões fortalecerá ações de divulgação científica e aproximação da ciência com a sociedade em todo o país (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) assinaram, nesta segunda-feira (22), o Termo de Execução Descentralizada (TED) do plano de trabalho que viabiliza a estruturação de um Sistema Nacional de Popularização da Ciência. A iniciativa prevê um investimento de mais de R$ 300 milhões para apoiar ações de popularização da ciência em todas as regiões do Brasil. 

O documento foi assinado pelo presidente do CONFAP, Marcel do Nascimento Botelho, pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos e pelo presidente do CNPq, Olival Freire, durante a cerimônia nacional de premiação da 20ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), realizada no Rio de Janeiro. 

Os recursos serão destinados conjuntamente às Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) e às Secretarias Estaduais de Ciência, Tecnologia, Inovação (SECTIs), com o objetivo de fomentar iniciativas voltadas à popularização da ciência, à difusão do conhecimento científico e ao fortalecimento da cultura científica junto à sociedade. 

Para o presidente do CONFAP, Marcel Botelho, a participação das FAPs na iniciativa será fundamental para garantir que as ações de popularização da ciência alcancem todas as regiões do país, respeitando as características e demandas locais. 

“As FAPs possuem uma capilaridade única no Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Estão presentes em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, conhecem as realidades regionais e mantêm uma relação próxima com universidades, institutos de pesquisa, escolas, museus e centros de ciência. Por isso, terão um papel decisivo na construção de um Sistema Nacional de Popularização da Ciência verdadeiramente abrangente, capaz de levar o conhecimento científico a diferentes públicos e territórios do país”, destaca Botelho.

Em seu pronunciamento, a ministra Luciana Santos destacou que a iniciativa vai fortalecer a cultura científica no país, ampliar o acesso da população ao conhecimento produzido nas instituições de pesquisa e estimular o surgimento de novos talentos em todas as regiões brasileiras. 

“São R$ 300 milhões da rede Pop Ciência em todas as unidades da Federação, com as Fundações de Amparo à Pesquisa. Porque popularizar a ciência é democratizar a oportunidade, é garantir que o conhecimento chegue às escolas, às comunidades, nas regiões do país, e permitir que novas vocações sejam despertadas, que novos talentos possam florescer. É construir um Brasil em que a ciência seja vista não como algo distante, mas como parte da vida das pessoas e como instrumento fundamental para a construção de um futuro melhor”, disse a ministra.

Descentralização dos recursos

O chamamento público, por meio do CNPq, visa à seleção de propostas estaduais e do Distrito Federal para apoio a projetos de popularização da ciência, apresentadas conjuntamente pelas Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) e pelas Secretarias Estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTIs). O edital está previsto para ser lançado ainda neste mês de junho, com divulgação dos resultados prevista para setembro de 2026. 

Com o objetivo de descentralizar os recursos, a iniciativa busca articular ações de popularização da ciência em todo o território nacional, garantindo capilaridade e interiorização por meio da combinação de recursos federais e contrapartidas estaduais. O modelo também considera as peculiaridades e especificidades de cada unidade da Federação, permitindo que os estados definam suas prioridades temáticas e territoriais, sem perder o alinhamento com as diretrizes nacionais de popularização da ciência. 

Após a celebração dos convênios com o CNPq, as FAPs e as SECTIs poderão lançar chamadas públicas ou realizar a contratação direta das propostas, conforme os critérios estabelecidos no programa. 

Eixos prioritários

Do montante total do investimento federal, os recursos serão distribuídos entre cinco eixos prioritários. No mínimo, 20% deverão ser destinados à realização de eventos de popularização da ciência; 20% a projetos de educação científica; 30% a atividades desenvolvidas em centros e museus de ciência; e 10% a iniciativas de comunicação pública da ciência. 

Além dos recursos federais, o investimento total poderá ultrapassar os R$ 300 milhões em razão das contrapartidas financeiras que serão aportadas pelas FAPs e pelas SECTIs, em valores previamente pactuados com o CNPq. 

Os 20% restantes dos recursos federais, bem como a totalidade dos valores das contrapartidas estaduais, poderão ser aplicados em ações de popularização da ciência definidas pelos estados e pelo Distrito Federal, de acordo com suas demandas e prioridades locais. 

20ª edição da Obmep

(Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Na 20ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), foram premiados 682 estudantes com medalhas de ouro, 2.046 com medalhas de prata e 5.888 com medalhas de bronze. Além disso, mais de 51 mil alunos receberam menções honrosas.

Organizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) desde 2005, a olimpíada reúne anualmente mais de 18,3 milhões de estudantes do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, alcançando 99,9% dos municípios brasileiros. Saiba mais sobre a premiação aqui.

Assessoria de Comunicação do CONFAP

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