| Em 26/09/2025

Faperr recebe lançamento de plataforma digital e chamadas voltadas à AmazôniaLegal e internacionalização

(Foto: Arquivo/Faperr)

O cenário da ciência, tecnologia e inovação tem se destacado ainda mais em Roraima, seja por meio de pesquisas inéditas ou parcerias estratégicas que ampliam as oportunidades no território amazônico. Com isso, a Faperr (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Roraima) realizou uma programação especial no Amazontech 2025, dedicada a debater os desafios e alternativas da C,T&I na Amazônia Legal.

O espaço da Fundação reuniu pesquisadores, gestores e acadêmicos em torno de discussões estratégicas para o fortalecimento da pesquisa científica e da cooperação internacional.

A programação iniciou com a palestra de Rafael Andery, diretor-executivo da Iniciativa Amazônia+10, que apresentou o tema “Amazônia+10: Desenvolvimento Sustentável através da Ciência e Tecnologia produzidas na Amazônia Legal”. Em discurso, Andery destacou os 4 projetos roraimenses que foram selecionados na chamada “Expedições Científicas”, e ainda reforçou o potencial do Estado para a submissão de novos projetos.

“A comunidade científica aqui é vibrante e ativa, o que resultou em cerca de 20% dos selecionados, mostrando o potencial dos pesquisadores e instituições sediados no Estado. Roraima também é muito especial em termos de natureza e meio ambiente, com um bioma quase único. A população indígena é muito bem organizada e conta, inclusive, com pesquisadores que participam de um de nossos projetos. Além disso, há diversos outros fatores, como a migração, que tornam Roraima um estado singular e levantam questões importantes, às quais queremos dar a oportunidade de serem respondidas”, pontuou.

Andery também anunciou o lançamento do Programa Desafios da Amazônia, previsto para este ano, que apoiará pesquisas aplicadas às cadeias da sociobioeconomia, como açaí, castanha, cacau, babaçu e pesca sustentável.

(Foto: Arquivo/Faperr)

Outro ponto alto foi a participação de Dhallys Mota Nunes, oficial de Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação da União Europeia no Brasil. Em sua palestra sobre “Internacionalização e Oportunidades de Cooperação com a União Europeia”, Dhallys que está pela segunda vez no Estado, apresentou as oportunidades de cooperação científica por meio do programa Horizonte Europa.

“O simples fato de a Faperr ser a última fundação criada não coloca Roraima, em hipótese alguma, em situação de desprivilegio. Muito pelo contrário: a Faperr é nova, mas extremamente ativa, tanto no núcleo técnico quanto no administrativo. Trata-se de uma construção sólida de cooperação e parceria internacional, que ainda preciso estabelecer com diversas outras fundações, mas que, com a Faperr, já está em pleno andamento”, disse.

Entre os destaques estão as Ações Marie Sk?odowska-Curie, que oferecem bolsas de doutorado, pós-doutorado e intercâmbio entre universidades e centros de pesquisa, e as bolsas do Conselho Europeu de Pesquisa, voltadas para projetos inovadores de pesquisadores em diversas áreas do conhecimento.

A programação seguiu com a palestra “Ciência, Tecnologia e Inovação como ferramenta para o futuro da Amazônia Legal”, ministrada por Raiza Gomes Fraga e Lilia Fernandes, do CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos).

(Foto: Arquivo/Faperr)

As pesquisadoras compartilharam a ferramenta digital, ‘C,T&I Para a Amazônia’, que reúne dados sobre cadeias produtivas, capacidades de ciência, tecnologia e inovação, e políticas públicas da Amazônia Legal. O objetivo é transformar o sistema em um hub de conhecimento, que irá apoiar governos, pesquisadores e investidores na formulação de políticas e projetos voltados ao desenvolvimento sustentável da região.

O ambiente virtual faz parte do projeto “Subsídios de CT&I para a Amazônia Legal” desenvolvido a pedido do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa e do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I com supervisão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Segundo o CGEE, o trabalho contou com a participação de mais de 400 representantes locais, resultando na identificação de 78 cadeias produtivas prioritárias e oferecendo um panorama inédito do potencial científico e produtivo da Amazônia.

Fonte: FAPERR (Por: Isabella Fernandes/ Ascom Faperr)

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