| Em 10/05/2017

Polo Científico-Tecnológico de Salinópolis (PA) recebe investimento de R$ 20 milhões

Um montante de 20,8 milhões de reais. Este é o valor do investimento no Polo Científico-Tecnológico do Mar e Petróleo, localizado no campus da Universidade Federal do Pará (UFPA) de Salinópolis, por meio do convênio feito pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) e pela UFPA. Membros da comunidade acadêmica, empresários, autoridades, servidores, representantes do poder público municipal e de órgãos ligados à ciência, tecnologia e meio ambiente conheceram mais sobre o espaço na reunião solene que aconteceu na última segunda-feira, 08, no campus da UFPA.

O campus da UFPA em Salinópolis, que atualmente está em área provisória cedida pela prefeitura, vai funcionar em um terreno de 12.282 metros quadrados – cerca de 30 hectares – na Rodovia PA-444, no bairro Atalaia. Fazem parte dele o Instituto de Ciência e Tecnologia de Mar e Petróleo e a Casa da Cultura Fonte do Caranã, espaços que vão promover o ensino, pesquisa e extensão e a relação da instituição com a comunidade. O desenvolvimento do polo promete estimular o crescimento econômico do município e gerar empregos e melhoria na educação fundamental, de ensino médio e superior da região, com a entrada de novos professores capacitados. Além disso, o projeto conta com a construção da Casa da Cultura, na Praça do Caranã, que é um órgão suplementar para o campus de Salinópolis. A casa terá como preocupação as atividades de estudos históricos da cidade, do seu desenvolvimento, com estudos regionais, da língua, do povo e com problemas regionais.

De acordo com o presidente da Fapespa, Eduardo Costa, “com a implantação do polo nós teremos a consolidação de Salinópolis como uma cidade turística, mas com um polo universitário. Isso vai fazer com que tenha uma indução no desenvolvimento regional na economia do município. Serão aproximadamente mil alunos nos cursos de graduação e pós-graduação. Com isso estamos fazendo com que Salinópolis se torne uma cidade criativa e que vai gerar conhecimento em áreas que o estado ainda não tem”, afirmou o presidente da Fapespa.

Atualmente, o polo funciona com os programas de pós-graduação de Engenharia de Exploração e Produção de Petróleo, Matemática computacional, licenciaturas em Física e Matemática, Engenharia Oceanográfica e com a Escola de Engenharia de Informática. Com isso, o projeto visa gerar novos empreendimentos industrial, comerciais e acadêmicos, além de provocar a instalação de infraestruturas nas áreas de educação básica, telecomunicação, saúde e moradia em Salinópolis e as áreas vizinhas.

O Reitor da UFPA, Emmanuel Tourinho, afirmou estar otimista sobre o futuro do campus da universidade no município de Salinópolis. “A expectativa para este projeto é que ele se torne um forte polo de pesquisa, assim como o de Bragança se tornou. E que gere um impacto positivo à região em que está inserido”, declarou.

Nascido e criado em Salinopólis, o mentor geral do projeto, o geofísico Carlos Alberto Dias, explicou que a perspectiva de desenvolvimento que se abre no município vai desde o desenvolvimento socioeconômico. “Nós vislumbramos um futuro promissor para o estado. Isso aqui é um sonho de longa data, é um pedaço do paraíso e cria um espaço para o estudo criativo, para a reflexão. A atividade intelectual aqui é muito intensa”, ressaltou.

De acordo com o executor do convênio do polo, o professor José Geral Alves, “a universidade chega em um lugar para formar e para a busca de conhecimento. Porém, ela também precisa se mostrar para a sociedade que a rodeia, conversar com esse povo, dizer para o que veio e assim, transferir o conhecimento”, pontuou.

A programação contou ainda com a Exposição do Projeto do Curso de Engenharia Costeira e Oceânica. Para a professora Susana Vinzon, que é coordenadora do curso de Engenharia Costeira e Oceânica, “toda a exploração de petróleo tem uma conexão com a costa. O conhecimento da circulação oceânica, das ondas, do transporte de poluentes, recebe suporte da engenharia costeira e oceânica. Outro setor muito importante é o turismo, já que o Pará mantém seu turismo sustentável para a região de salinas que depois poderá ser aplicada em outras regiões do salgado”, disse.

Após a reunião de apresentação do projeto, o presidente da Fapespa e os pesquisadores da UFPA campus Salinópolis realizaram uma visita tecnica à Fonte do Caranã, local de implantação da Casa de Cultura em Salinópolis. Em um terreno de 27m x 30m doado pela Prefeitura Municipal de Salinópolis, localizado no centro da cidade, o local servirá para pesquisa e promoção de atividades comunitárias nas áreas econômico-social e histórico-cultural, visando a integração da Universidade com a comunidade local.

A programação encerrou com a visita ao local onde está situado o lote de 30 hectares para a implantação do campus universitário de Salinópolis. A área onde será construído o novo campus está localizada próximo ao Atalaia. Neste espaço, também será instalado o Polo Científico Tecnológico do Mar e Petróleo.

Fonte: Ascom Fapespa com informações da Agência Pará.

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