| Em 26/04/2017

Confap participa das comemorações do aniversário do CNPq

Da esquerda para a direita, Sergio Gargioni (Fapesc), Evaldo Vilela (Fapemig), Mário Neto Borges (CNPq), Cláudio Furtado (Fapesq/Confap) e Jailson Andrade (MCTIC).

O Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) participou na última terça-feira, dia 25 de abril, das comemorações em homenagem aos 66 anos de fundação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília. O Confap foi representado por seu vice-presidente, Cláudio Furtado – presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq). Também estiveram presentes o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), Evaldo Vilela, e o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Sergio Gargioni.

Durante a abertura do evento, o presidente do CNPq, Mario Neto Borges – que foi presidente do Confap entre 2009 e 2013 – destacou como primordial, ao longo dos 66 anos, a tarefa de gerar “muita ciência, com boa qualidade, focada na solução de problemas nacionais, para o avanço das fronteiras do conhecimento e, portanto, para o desenvolvimento sustentável de longo prazo do nosso País”. Na visão dele, a agência precisa continuar a priorizar a formação da juventude, para que o Brasil disponha de novas gerações que observem “ciência, tecnologia e inovação como um tripé equilibrado, capaz de beneficiar a sociedade”.

Segundo o Secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped) do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Jailson Bittencourt de Andrade, a ciência brasileira mudou de patamar a partir de 1951, com a fundação do CNPq e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). “Na realidade, a criação do CNPq e da Capes institucionalizou a ciência no Brasil”, disse Jailson. “Sempre ressalto que essas duas agências e a Finep [Financiadora de Estudos e Projetos] são extremamente necessárias exatamente como elas são. O CNPq apoia um CPF, desde o jovem aluno até o cientista mais qualificado; a Finep apoia um CNPJ, de uma empresa de pequeno ou grande porte a um governo municipal, estadual ou federal; e a Capes está no seio das universidades e gerou as pró-reitorias de pesquisa e pós-graduação, instituídas diante da necessidade de interagir com o órgão. São três sistemas, e nós precisamos muito deles, porque estão na origem e na consolidação da ciência, tecnologia e inovação [CT&I] em nosso País.”

A importância da presença do CNPq para os pesquisadores brasileiros também foi evidenciada pelo vice-presidente do Confap, Cláudio Furtado. “O CNPq é um grande parceiro das Fundações de Amparo à Pesquisa e essa parceria já consolidada reflete em um grande número de chamadas realizadas nesse âmbito, como o PPP, Pronem/Pronex, DCR e Pibic Júnior, entre outras. Temos que comemorar esses 66 anos pelas parcerias com as Fundações e os Estados, que se reforça por essa capilaridade das Fundações, e pela importância do CNPq para a pesquisa no País. Ele é a casa do pesquisador no Brasil”, destacou.

 

Foto: Robson Moura/CNPq.

Iniciação científica
Durante a solenidade, o presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Mariano Laplane, apresentou o documento “A formação de novos quadros para CT&I”, que avaliou resultados de 2001 a 2013 do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), criado no final dos anos 1980 como um canal de descentralização da seleção e do acompanhamento dos projetos para as instituições de ensino superior e pesquisa, por meio das quais as bolsas passaram a ser concedidas.

Uma das conclusões do estudo é que os alunos de graduação contemplados pelo Pibic, ao terem contato com a iniciação científica, sob orientação de um pesquisador qualificado, beneficiam-se não apenas da experiência acadêmica, mas também da inserção profissional em diversas áreas do conhecimento e da aceleração de seu caminho para mestrado e doutorado, com a redução do tempo de intervalo antes da pós-graduação.

Os resultados apontam, ainda, que o Pibic contribui para o setor industrial, ao ajudar a fornecer mão de obra qualificada. O estudo indica que a proporção de mestres e doutores egressos do programa que se encontravam trabalhando na indústria de transformação em 2014 era de, respectivamente, 6,1% e 2,1%. Os percentuais superam os de mestres e doutores em geral, 4,9% e 1,4%.

Atualmente, o CNPq concede mais de 24 mil bolsas de iniciação científica. Somente nos últimos 10 anos, o Pibic contemplou 5.178 instituições e 316.885 estudantes – 270,9 mil deles no país e 45,9 mil no exterior. Ao todo, o CNPq apoia, hoje, 90 mil bolsistas, incluindo 15 mil cientistas com o mais alto nível de amparo, ou seja, as bolsas de Produtividade em Pesquisa e de Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora.

Coordenadoria de Comunicação do Confap, com informações do CNPq e do MCTIC.

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