| Em 19/07/2016

Resultados da V Conferência Estadual de CTI apontam necessidades regionais

O prof. Roberto Pacheco, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento da Universidade Federal de Santa Catarina (EGC), apresentou ontem, 14, na FAPESC (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina) os resultados da V Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada entre outubro e novembro do ano passado.

Participaram mais de mil pessoas das seis etapas da Conferência, realizadas em Florianópolis, Criciúma, Chapecó, Lages, Itajaí, Jaraguá do Sul e Joinville. Os encontros reuniram acadêmicos, empresários, sociedade civil e agentes do governo para diagnosticar problemas e encontrar soluções regionais para as áreas de Ciência, Tecnologia e Inovação. Além da CTI, foram analisados fatores ligados a institucionalização, infraestrutura, desenvolvimento regional, mercado e educação.

O diretor técnico-científico da FAPESC, Cesar Zucco, comenta os resultados diagnosticados na V Conferência de CTI

O diretor técnico-científico da FAPESC, Cesar Zucco, comenta os resultados diagnosticados na V Conferência de CTI

O EGC apresentou os dados sobre a metodologia, análise e percepções regionais sobre a realidade de CTI, além das principais propostas dos grupos de trabalho da V Conferência para melhorar esse cenário, que somaram 450 ações. Diante da amplitude de ações a serem desenvolvidas e necessidades a serem atendidas, os organizadores da conferência decidiram que o ideal é realizar uma conferência a cada quatro anos, para que haja tempo de implantar as mudanças propostas. Para o diretor técnico científico da FAPESC, Cesar Zucco, “nós chegamos ao final de apenas uma etapa da Conferência. Para que a gente comece a fazer políticas públicas que atendam às expectativas e proposições a partir dos resultados levantados, nós temos que voltar às regionais e definir as prioridades para o estado”.

Com base nas informações colhidas, o EGC calculou a média estadual para cada um desses fatores em gráficos-radares, e as médias de cada uma das mesorregiões, de modo a poderem ser comparadas entre si. “Um dos fatores considerados como ruim em nível estadual, por exemplo, na área de Ciência, diz respeito à disponibilidade e ao acesso a laboratórios. Era prometido que essa situação melhorasse com a implantação da Lei de Inovação nacional, e por algum motivo não houve melhora nesse sentido”, destaca o professor Pacheco.

Na reunião estiveram representantes das instituições que sediaram os encontros da Conferência, como reitores e pró-reitores, e da SDS (Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável). Para Pacheco, a importância de trazer a público esses resultados está na sua apropriação em diferentes níveis, seja pelas universidades, empresas, governo, ou mais de um desses atores juntos. “Nós acreditamos que os conhecimentos, quando combinados, geram mais valor. O desafio proposto pela FAPESC foi promotor da articulação multi-institucional e nos deu uma enorme oportunidade de conviver com conhecimentos de várias naturezas e a ter uma visão crítica do nosso setor”, ressaltou.

Fonte: Jéssica Trombini – Coordenadoria de Comunicação da FAPESC

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