| Em 16/04/2015

Pesquisa busca melhorias no sistema agropecuário sergipano

A pecuária é uma atividade de grande importância em Sergipe aliada a fortepresença da agricultura familiar. Pensando na produção da cultura leiteira no estado, pesquisadores sergipanos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estão desenvolvendo pesquisa para melhorar a qualidade do leite e seus derivados.

O projeto de pesquisa foi aprovado no edital do Programa de Apoio a Núcleos Emergentes de Pesquisas (Pronem) e está sendo financiado pelo Governo do Estado, através da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica (Fapitec/SE), em parceria com Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A pesquisa tem por objetivo monitorar mensalmente as propriedades que produzem leite em busca de alternativas para melhoria de todo sistema agropecuário. O estudo é coordenado pela pesquisadora da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Cristiane Otto de Sá, e conta o apoio da Embrapa Semiárido e Embrapa Tabuleiros Costeiros.

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Segundo a pesquisadora Cristiane Otto, o monitoramento do sistema leiteiro é importante para fortalecer a produção leiteira no estado. “O estado de Sergipe e, principalmente, na região do alto sertão tem a cultura leiteira como umas das principais atividades do sistema de produção. O próprio agricultor valoriza muito a atividade agropecuária que tem como meta ser produtor de leite. Se fomos comparar Sergipe com outros estados, em termo de território, nosso estado é pequeno, mas se comparar a produção de leite em relação ao tamanho do território vai perceber que no Brasil o estado de Sergipe ficaria em 5° lugar na produção de leite”, destaca Cristiane Otto.

Queijos artesanais

De acordo com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), o Programa Nacional de Melhoria da Qualidade do Leite (PNQL) busca novas alternativas na produção do leite no Brasil com objetivo de melhorar a qualidade e garantir à população o consumo de produtos lácteos mais seguros, nutritivos e saborosos, além de proporcionar condições para aumentar o rendimento dos produtores. Além do PNQL, existe a Instrução Normativa n° 62 que regulamenta a produção, identidade, coleta e transporte do leite tipo A ,leite cru refrigerado e leite pasteurizado.

Cristiane Otto explica que essa normativa exige dos produtores rurais uma participação na análise do programa de rebanho leiteiro. “Essa análise nós fazemos dentro desse projeto para que os produtores tenham seus animais controlados para questão das doenças como brucelose e tuberculose. Então atendendo as essas exigências tem como legalizar a venda dos queijos artesanais. Nós temos visto que embora tenham produzidos pequenas quantidades de leite essa quantidade tem atendido à normativa 62”, explica.

Ainda de acordo com a pesquisadora o monitoramento é uma ferramenta capaz de utilizar na extensão rural. “Quem trabalha com extensão rural vai passar por uma tecnologia que facilita quais os impactos da produção do leite. O mais importante desse monitoramento é que o produtor rural terá oportunidade de conhecer tudo que está acontecendo na unidade familiar de produção. Essas informações vão facilitar a detectar uma condição ambiental, período de estiagem e anos chuvosos”, afirma.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Fapitec/SE

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