| Em 24/03/2021

Com apoio da Fapesc, Sistema ACAFE idealiza portal voltado para inovação em Santa Catarina

A Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Sistema Acafe) idealizou a Plataforma de Inovação das Instituições Comunitárias (PIIC). O objetivo da iniciativa, que conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), é integrar as instituições comunitárias e os setores público e privado para compartilhar projetos de pesquisa e inovação.

Entre 8 e 15 de março, foram realizados 12 eventos on-line para apresentar um diagnóstico que embasou o desenvolvimento da plataforma, que vai ser lançada em breve – ao todo, o Sistema Acafe conta com 15 Instituição de Ensino Superior (IES).

A ideia, segundo Adriano Rodrigues, da Relação Institucional e Governamental do Sistema Acafe e coordenador da plataforma, surgiu há três anos. Desde então ganhou novos parceiros e foi ganhando importância. “Apresentei a proposta a todos os reitores. Se um dissesse não, a ideia morreria. Todos disseram sim”, contou.

Durante os eventos, o professor da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) Adilson Oliveira apresentou o diagnóstico, realizado por meio de mais de 200 questões encaminhadas para as universidades e para representantes dos setores público e privado. “Trabalhamos em 2020 para tentar identificar os pontos que justificariam a criação de uma plataforma”, explicou.

Oliveira resumiu o resultado em um panorama geral: “As IES comunitárias são percebidas como patrimônios regionais, mas precisam resgatar, junto com os setores público e privado, os seus princípios fundamentais e colaborar com vistas aos novos desafios mercadológicos e sociais do século XXI.”

O professor da Unochapecó Márcio Fiori apresentou a plataforma durante os eventos. “O que está se concebendo, no fundo, é uma estrutura para organização de projetos transversais no Estado de Santa Catarina, envolvendo as diversas competências das nossas instituições. Cada uma tem suas vocações, sua infraestrutura, seu corpo técnico, seu grupo acadêmico e sua relação com a sociedade e seu expertise vocacionado. Se olharmos e somarmos estas 15 instituições estamos enxergando uma grande oportunidade para a população e para o Estado de SC.”

O próximo passo, de acordo com Fiori, é colocar as propostas em prática. “De forma resumida, o diagnóstico aponta que o ambiente está pronto e preparado. Essa fase de diagnóstico entrega esta certeza: podemos avançar para um segundo passo. O segundo passo é, como falamos no Oeste, botar a mão na massa, que é a fase 2021. Essa fase será criar alguns projetos transversais, que chamamos de projetos piloto”.

O projeto teve investimento de R$ 450 mil reais, disponibilizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações por meio da Emenda Parlamentar, articulada pelo Senador Jorginho Mello, pela Deputada Federal Carmen Zanotto e pelo Deputado Federal Pedro Uczai. A Fapesc garantiu recurso para contratação de bolsistas, que serão responsáveis pela manutenção do conteúdo da plataforma.

Para o presidente do Sistema Acafe, reitor da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc) Aristides Cimadon, a plataforma é um importante instrumento tanto para as IES como para o Estado. “A plataforma  pode congregar e reunir os nossos propósitos, as nossas boas práticas, as nossas oportunidades que temos em termos de serviço e de pesquisa de graduação e pós-graduação. Enfim, vai reunir tudo o que as instituições comunitárias de Santa Catarina associadas à Acafe fazem no seu dia a dia para que, em conjunto, possamos promover atividades que estejam coordenadas de modo a promover o desenvolvimento do Estado de Santa Catarina em todas as suas regiões.”

A importância da Inovação

O presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen, participou de todos os eventos. Ficou responsável por fazer uma reflexão sobre inovação. “Se fizermos uma comparação entre a missão da Fapesc e a missão do Sistema Acafe, percebemos que a ciência, a formação, a tecnologia e a inovação fazem do objetivo de ambas. A Fapesc atua como agente indutor, integrador e de fomento, enquanto o Sistema Acafe e suas universidades, como agentes que estão na ponta, desenvolvendo as ações de Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI). Isso mostra a importância da CTI e a conexão das duas instituições que buscam o desenvolvimento do Estado de Santa Catarina”, afirmou.

Em sua palestra, o presidente da Fapesc ressaltou que tanto a teoria quanto as leis estabelecem que inovação é uma novidade ou aperfeiçoamento no ambiente produtivo ou social que resulta em novos produtos, serviços ou processos. “Ela precisa ser incorporada pela sociedade para que se efetive como inovação.”

Inovação é um termo que cada vez mais tem ganhado força. Está, inclusive, no artigo 218 da Constituição Brasileira de 1988: “O Estado promoverá e incentivará o desenvolvimento científico, a pesquisa, a capacitação científica e tecnológica e a inovação.” O termo também foi incorporado à Fapesc em 2011 – antes chamava-se Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina.

Holthausen frisou, entre outras coisas, que não há competição entre pesquisa e inovação, que inovação é transversal a todos os processos, que ela é essencial tanto para os negócios quanto para as organizações e que é preciso focar nas pessoas. “Sem conhecimento, gestão, pesquisa, erros e acertos dificilmente teremos inovação”, afirmou.

Entre os diversos desafios apontados para as universidades, o presidente da Fapesc falou sobre a importância de criar uma cultura da inovação e do empreendedorismo, buscando a diversidade de pessoas e ideias na busca das soluções para os problemas da sociedade.

“Esse é um grande desafio para a universidade, que não podemos perder de vista, porque as universidades estão na base da constituição do conhecimento. Se não buscar fazer o aculturamento da inovação e do empreendedorismo, teremos como reflexo a saída de estudantes sem essa concepção no seu DNA, que não buscam a inovação no seu dia a dia, seja ele alguém que vai atuar como colaborador de uma instituição ou montar o seu próprio negócio.”

 

Fonte: FAPESC (Texto: Maurício Frighetto/Ascom Fapesc)

 

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