| Em 17/04/2020

Pesquisadores estudam se toxinas de vespas do Mato Grosso do Sul podem combater infecções hospitalares como a septicemia

 

Um grupo de pesquisadores da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) coordenados pelo Biólogo e doutor em Biotecnologia, Ludovico Migliolo, vêm realizando uma série de estudos sobre toxinas de serpentes e insetos e os usos farmacológicos destas substâncias.

O trabalho mais atual consiste em analisar as toxinas presentes em uma determinada espécie de vespa presente no Pantanal sul-mato-grossense, e com ela, produzir medicamentos antibióticos capazes de combater bactérias resistentes e biofilme.

Bactérias resistentes são encontradas principalmente em ambientes hospitalares e sua contaminação pode causar casos graves e até fatais como a septicemia; já o biofilme caracteriza-se por uma colônia de bactérias que se “junta” para ficar mais forte perante o tratamento, o biofilme é comum nos dentes, lentes de contato e nos catéteres.

De acordo com Ludovico, a pesquisa com as vespas, que conta com o apoio do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul por meio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect), está em seu estágio inicial.

“ Nosso grupo de pesquisa é formado por alunos de iniciação científica, mestrandos, doutorandos, pós-doutorandos e por pesquisadores/professores da instituição que neste primeiro momento está encarregado da coleta destes insetos para análise”, afirma.

“ Imagine que as toxinas da vespa são como uma pizza. Nosso trabalho será o de isolar cada componente dessa “pizza”, analisar para que serve o queijo, a azeitona, a calabresa; identificar cada composto proteico e verificar sua funcionalidade. A partir do isolamento e purificação de cada composto, poderemos identificar a sequência de aminoácidos e assim propor novas sequências para potencializar o efeito sobre o alvo”, explica o pesquisador.

Ludovico explica ainda que, a busca por novos medicamentos se dá pela alta resistência que antibióticos como a amoxicilina, ampicilina e cloranfenicol apresentam frente a estas bactérias.

“Os antibióticos mais utilizados hoje em dia não têm uma base de proteína, e nós seres humanos somos seres proteicos. Buscando alternativas nas toxinas de animais que são formadas por proteína temos mais chances de sucesso já que o corpo humano não rejeita tal substância”, conclui o biólogo.

De acordo com o pesquisador os primeiros resultados da pesquisa serão divulgados ainda em 2020.

Assista matéria da Fundect sobre a pesquisa:

 

Fonte:  FUNDECT (Texto: Diogo Rondon)

 

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