| Em 15/12/2016

Pesquisadora analisa danos causados pelos agrotóxicos aos citricultores

Câncer no fígado e danos neurológicos são problemas graves que podem ser causados pela exposição ao agrotóxico. Com o objetivo de realizar avaliação hepática em trabalhadores rurais expostos aos pesticidas na citricultura dos municípios de Lagarto e Salgado, um estudo está sendo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) para avaliar a saúde desses trabalhadores rurais.

De acordo com o IBGE, em 2014, Sergipe era o quarto produtor de citros, com a produção de aproximadamente 840 mil toneladas de frutos. A citricultura é uma das principias fontes de renda em vários municípios de Sergipe, mas o cultivo é realizado com o uso agrotóxicos, que pode trazer sérios riscos à saúde quando usado de maneira incorreta.

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A coordenadora do projeto, Claudia Cristina Montes, explica que o objetivo do projeto é realizar uma avaliação hepática em trabalhadores rurais expostos aos pesticidas na citricultura dos municípios de Lagarto e Salgado, bem como avaliar os indicadores de saúde e estabelecer o perfil de risco ambiental e comportamental desta população.

“Conscientizar a população rural, principalmente, do uso indevido de agrotóxico e do uso de equipamento de segurança individual, que eles não fazem o uso. Tentar conscientizar essa população que eles devem fazer curso de capacitação para o uso de agrotóxico”, explica a professora Cláudia Montes.

O contato com o agrotóxico sem o uso de equipamentos adequados pode trazer sérios riscos à saúde dos trabalhadores. Os principais problemas que podem ser causados são: câncer de fígado, estiatose hepática, danos neurológicos, entre os mais comuns é a depressão. Além de problemas musculares e cardíacos.

Desenvolvimento

O projeto ainda está em desenvolvimento, mas segundo a professora Cláudia Montes, já foram atendidos 962 trabalhadores. O projeto apelidado por “Citrus” tem o apoio da Secretaria de Saúde dos municípios que enviam cartas-convite para as pessoas que trabalham na citricultura e utilizam agrotóxico participarem da pesquisa. São realizados cerca de 10 exames diferentes, além de avaliação com fisioterapeuta, odontologista e outros médicos. Com os resultados dos exames em mãos, os trabalhadores voltavam ao médico para o encaminhamento para a especialidade necessária.

A partir da análise dos dados que estão sendo coletados durante esses exames, será traçado o perfil de risco ambiental e comportamental desses trabalhadores. Além desse diagnostico, a professora Cláudia afirma que está sendo feito um trabalho de conscientização quanto ao uso de equipamentos de segurança e os riscos que o agrotóxico traz para a saúde.

O projeto é fruto do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS) desenvolvido pelo Governo do Estado, através da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (FAPITEC/SE), em parceria com o Ministério da Saúde (MS) e a Secretaria de Saúde do Estado de Sergipe (SES/SE).

Fonte: Adriana Freitas   – Assessoria de Comunicação/FAPITEC

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