
A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável de Santa Catarina (SDS) lançou o Plano Estadual de Recursos Hídricos, dia 14 de março, no auditório da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). O documento é um guia para compatibilização do uso e da gestão das águas superficiais e subterrâneas de Santa Catarina para os próximos dez anos e foi elaborado com base em um estudo da Fundação Certi apoiado via Fapesc, com descentralização de recursos da ordem de R$ 3 milhões.
De acordo com a pesquisa, a irrigação é a atividade com maior consumo de recursos hídricos, correspondendo a 70%. As atividades industriais consomem 11% da demanda hídrica do estado e, com 8%, aparece o abastecimento urbano. Entre as propostas apresentadas estão a melhoria no saneamento básico, a otimização do uso da água em atividades agrícolas e na indústria, e a gestão de reservatórios e barragens.
“O que mais chama a atenção no estado é o desafio na área do saneamento, pois muitas cidades têm o saneamento precário e isso pode se tornar um risco para as águas do estado. Precisamos investir em monitoramento de qualidade da água e medidas de racionalização do uso”, alerta o coordenador do projeto na Certi, Vinicius Ragghianti. Segundo ele, no estudo também foram feitas projeções para entender como a demanda por água pode crescer no futuro e antecipar ações para que ela esteja disponível para seus diversos usos.
Na mesma solenidade foi lançado o Programa Catarinense de Inovação para Sustentabilidade Empresarial, ação da SDS em parceria com o Sebrae/SC (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Serão investidos R$ 2 milhões para implantar sustentabilidade nos modelos de negócios das MPEs e produtores rurais de Santa Catarina, que receberão assessorias do Sebrae em seus sistemas em relação a melhorias de processos e produtos, a fim de que suas atividades possam ser sustentadas por mais tempo.
Fonte: Coordenadoria de Comunicação da Fapesc, com informações da SDS.