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Bolsistas contemplados na chamada promovida pela Fapeg, Fapesb e Fapesq e autoridades presentes na solenidade. Foto: Eduardo Ferreira.
“Temos aqui a conjunção de três grandes causas: a educação, a ciência e a inclusão social para a superação de desigualdades”, destacou a presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), Maria Zaira Turchi, durante solenidade de apresentação dos contemplados no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia (GO), nesta terça-feira, dia 18. A presidente lembrou que é um passo na questão da política de ação afirmativa, mas que ainda é preciso percorrer um longo caminho entre políticas e práticas para promover o acesso a essas oportunidades de pesquisa e redução de assimetrias.
Conforme lembrou o diretor do British Council no Brasil, Martin Dowle, instituição co-financiadora do programa, a ideia é estimular que mais pessoas participem na ciência e possam seguir os passos de quem já está fazendo isso. “Qualquer país que não usa o seu recurso mais importante, que é o recurso humano, e só trabalha com uma parte desse capital, está dando um tiro no pé. O país tem que usar todos os cérebros possíveis para a ciência e para o futuro. E, também, para as universidades britânicas é uma ótima iniciativa, porque elas passam a ter uma maior diversidade de pessoas, de partes diferentes do Brasil. É um estímulo em que todo mundo ganha”, ressaltou.
![[cml_media_alt id='13609']Solenidade reuniu autoridades e bolsistas contemplados na chamada para grupos sub-representados na ciência. [/cml_media_alt]](http://confap.org.br/news/wp-content/uploads/2017/04/Solenidade-Bolsistas-Sub-representados-01-foto-Renan-Rigo-640x480.jpg)
Solenidade reuniu autoridades e bolsistas contemplados na chamada para grupos sub-representados na ciência. Foto: Renan Rigo.
Contemplada entre os seis candidatos que serão co-financiados pela Fapeg, em Goiás, Ayanda Dantas Silva acredita que essa formação deverá contribuir mais ainda à sua carreira e ao trabalho que pretende desenvolver no futuro. “É um projeto bastante inspirador. Penso que não vou agregar apenas o conhecimento para mim, mas também para as futuras gerações e para esse investimento em ciência e em pesquisa. Já fui em um projeto de intercâmbio pelo Ciência Sem Fronteiras e, agora, com essa ação, acredito que poderei evoluir ainda mais esse conhecimento e ir além”, salientou.
Essa inspiração também é compartilhada pela bolsista Kivia Vieira, contemplada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb). “Estou muito animada, porque nunca havia pensado que eu pudesse desenvolver determinadas ferramentas e agora sei que terei o apoio e oportunidade com essa bolsa. Vou ter contato com profissionais maravilhosos que vão contribuir muito para minha carreira acadêmica e tenho certeza que a minha pesquisa vai ser importantíssima para o conhecimento científico”, acrescentou. Kivia, que é da área de Geologia, também alertou para a participação da mulher na pesquisa na área de Exatas e da Terra. “Geralmente, a participação da mulher nessas áreas não é comum. No entanto, essa representação vem crescendo e me sinto orgulhosa por fazer parte dessa ação afirmativa, para poder mostrar para minhas colegas que somos capazes, que podemos fazer o que quisermos e contribuir muito para a ciência”, completou.
Para o bolsista Douglas Xavier, da Paraíba, o impacto dessa ação trará novas possibilidades para mudar o futuro de várias comunidades e transformar a realidade brasileira no aspecto da inclusão. “Sinto que é algo não só para mim, mas que tem um impacto muito maior. A minha proposta de mestrado é nesse sentido e eu quero voltar para o Brasil com algo para impactar e multiplicar em comunidades e nos segmentos que eu represento: os negros e a comunidade LGBT. Quero realmente ter esse papel na sociedade”, salientou.
Sucesso e novas iniciativas
Conforme reforçou o presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq) e vice-presidente do Confap, Cláudio Furtado, a grande quantidade de pessoas inscritas já mostra o sucesso do programa. “Essa inclusão mais forte na área da ciência se volta para uma maior representatividade na sociedade e para que possamos discutir esses problemas de uma forma mais direta, já que temos a participação de pessoas que estão diretamente ligadas a esses grupos”, argumentou.
Nesse sentido, o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Lázaro Cunha, acrescentou que o País tem um retorno grande com iniciativas como essa. “O Brasil tem muito a ganhar com isso, na medida em que mais talentos vão estar disponíveis para o desenvolvimento socioeconômico do País. Com programas de ações afirmativas como este, temos condições de dar apoio, sustentação e possibilidades a grupos que sistematicamente são excluídos e que, com essas condições, podem apresentar seus potenciais. A nossa ideia é ter novos desdobramentos dessa iniciativa”, pontuou.
A presidente da Fapeg e do Confap, Maria Zaira Turchi, também destacou o sucesso da iniciativa e acredita que a ação trará novos frutos para a comunidade científica de Goiás e do Brasil. “Nesse desdobramento, a Fapeg fará uma ação de bolsas especial para os alunos de mestrado e doutorado voltado para ações afirmativas”, anunciou. Para o governador do Estado de Goiás, Marconi Perillo, que estava presente na solenidade, o projeto servirá de inspiração para a aplicação no Goiás Sem Fronteiras. “Fico feliz pelas convergências de ações, de esforços e iniciativas que envolvem as nossas universidades com instituições tão representativas e importantes mundialmente, como Fundo Newton e Conselho Britânico. E quero pedir à Fapeg que estudemos a fundo esse projeto porque ele pode aprimorar o Goiás Sem Fronteiras que é um dos nossos grandes objetivos neste ano e no próximo”, completou.

Presidente da Fapesb, Lázaro Cunha, e presidente da Fapesq, Cláudio Furtado, durante solenidade. Foto: Renan Rigo.
Sobre o projeto
O edital teve como objetivo fortalecer a participação de grupos sub-representados, como minorias étnicas e pesquisadoras de ciência e inovação no Brasil, além de influenciar práticas e políticas inclusivas. O programa será realizado em quatro fases: curso de inglês de três meses e preparação para o exame IELTS no Brasil; curso de inglês de verão de três meses no Reino Unido; mestrado (integral) no Reino Unido; e atividades de disseminação de impacto.
O valor da bolsa é de até 40 mil libras esterlinas e custeará os cursos de inglês, taxa de exame IELTS, tradução juramentada de documentos para candidatura universitária no Reino Unido, taxa de vistos, voo internacional, ajuda de custo e taxa de matrícula. O Mestrado será realizado no Reino Unido e em inglês. No total, 32 universidades britânicas aderiram ao projeto.
Saiba mais sobre esse edital e conheça todos os bolsistas contemplados aqui: https://www.britishcouncil.org.br/newton-fund/chamadas/mestrado-fapeg-fapesq-fapesb-2017
Assessoria de Comunicação Social da Fapeg e Coordenadoria de Comunicação do Confap.