| Em 24/04/2017

Pesquisadores avaliam atividades anti-inflamatórias das plantas da família Myrtaceae

Pesquisadoras bolsistas da Fapitec. Foto: Divulgação.

Goiaba, pitanga e jabuticaba são algumas frutas que pertencem às plantas da família Myrtaceae e estão sendo estudadas por suas atividades antioxidantes, anti-inflamatórias e larvicida. O estudo está sendo realizado no Departamento de Farmácia da Universidade Federal de Sergipe (UFS), sendo coordenado pela professora Francilene Amaral da Silva.

O objetivo do estudo é investigar o potencial biológico de plantas ainda não estudadas da família Myrtaceae. A goiabeira, por exemplo, já é utilizada medicinalmente por conta das suas características adstringentes para tratar infecção intestinal. A proposta do projeto é estudar as propriedades de plantas desconhecidas.

Para a professora Francilene Amaral, há uma grande probabilidade de outras plantas dessa família também apresentarem características biológicas, assim como a pitangueira e a goiabeira das quais já se conhece os benefícios.

“O projeto vem acrescentar no sentido de investigar se outras plantas da família apresentam atividades biológicas. Essa família de plantas possui muito flavonoide, que é uma classe química que tem algumas atividades que são bem características como antioxidantes e anti-inflamatórias. Algumas plantas da família Myrtaceae também apresentam atividade larvicida, podendo ser desenvolvido um composto que auxilie no combate à dengue”, afirma a professora Francilene.

Etapas
A bolsista de pós-doutorado, Tamires Cardoso Lima de Carvalho, explica que o estudo não é direcionado para apenas uma planta desta família e sim para novas espécies com o objetivo de descobrir novas substâncias químicas. Para a análise das plantas, o primeiro passo do projeto é a coleta das folhas, o material vegetal. Em seguida é realizada a secagem, que é importante pela retirada da água para evitar a degradação do material e alguma possível contaminação por bactéria. Após a secagem é necessário fazer a trituração das folhas secas, isso facilita no processo de extração porque aumenta a superfície de contato. Por fim são feitos os extratos e utilizados os solventes orgânicos.

“A partir dos extratos é que se testa a atividade biológica, e aqueles que derem melhor atividade você segue para tentar isolar os compostos”, detalha Tamires Cardos, que ainda avalia que o estudo é de grande importância, pois atualmente cerca de 60% dos fármacos que se encontram hoje no mercado são desenvolvidos a base de produtos naturais.

Apoio
O estudo é realizado pelo Departamento de Química da UFS, fruto do programa de pós-doutorado, parceria da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE).

Fonte: Comunicação Fapitec.

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