| Em 21/08/2017

Pesquisadora propõe proposta inovadora de educação ambiental nas escolas

Uma proposta inovadora de educação ambiental está sendo desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe (UFS). O projeto está sendo aplicado em escolas da rede pública estadual em Aracaju envolvendo crianças de 10 a 12 anos.

A doutora em Psicologia Social com pós-doutorado em Psicologia Ambiental na Universidade de Surrey (Reino Unido), Zenith Delabrida, explica que a proposta é trabalhar a educação ambiental utilizando técnicas da Psicologia ambiental e Arquitetura, a Avaliação Pós-Ocupação (APO). A pesquisadora exemplifica o uso de uma das técnicas, ‘o poema dos desejos’, como uma das técnicas aplicadas.

“No poema dos desejos, pergunto como seria o bairro ou a casa dos seus sonhos. Você começa a aproximar aquilo que é oferecido daquilo que o sujeito precisa”, explica.

Diferente da educação ambiental tradicional em que são realizadas palestras e oficinas sobre o tema, o projeto propõe que o aluno se sinta inserido e comece
a pensar no ambiente que ele estuda e mora, e como ele pode modificar esses ambientes de convivência.

Em umas etapas do projeto, o aluno tem contato com a ciência na prática com a realização de uma pequena pesquisa. “Essas crianças têm de 10 a 12 anos e não estão tão acostumadas a ter tanto contato com a ciência no seu formato empírico. Vejo que elas ficam um pouco tímidas, mas todas elas conseguem coletar os dados. Nosso foco é capacitar algumas crianças que desejarem trabalhar conosco, tendo como objetivo formar agentes mirins que sejam lideranças dentro da escola no cuidado com o ambiente construído e natural”.

Ainda segundo a pesquisadora Zenith Delabrida, a proposta é fazer com que os alunos entendam como funciona a escola e como eles podem cuidar melhor dela. Um dos problemas apontados pelos alunos é o vandalismo na escola e com o projeto, os alunos passaram a pensar em como transformar a escola em um ambiente melhor.

“No final das contas, tentamos fazer com que a nossa sociedade seja sustentável ao longo do tempo e mostrar para as pessoas que o contexto as afeta, desde você jogar lixo ou não dar descarga no banheiro, até você poluir o rio, jogar seu esgoto em local inadequado. Tudo isso afeta a sua qualidade de vida e você pode ter um papel ativo nesse processo aumentando sua qualidade de vida de forma sustentável. Então, o meu objetivo é ensinar técnicas da ciência para que os alunos sejam capazes de analisar o contexto deles e entender o quanto esse contexto os afeta e eles afetam o contexto”, enfatiza a pesquisadora.

Prodeso
O projeto “Agentes mirins de educação ambiental: um trabalho em sistema” é fruto do Programa de Apoio ao Núcleo de Desenvolvimento Tecnológico para Setor de Saneamento em Sergipe (Prodeso) desenvolvido pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE).

Fonte: Assessoria de Comunicação Fapitec/SE.

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