| Em 22/04/2016

Pesquisa mapeia idosos que sofreram acidentes e violência em Sergipe

Uma em cada nove pessoas no mundo tem 60 anos ou mais, segundo as projeções das Nações Unidas. Com o aumento do número de idosos, também tem ocorrido aumento nos casos de acidentes e violência contra idosos. Em Sergipe, um estudo pioneiro está sendo realizado pela mestre em Saúde Coletiva e professora da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Andrezza Marques Duque, para caracterizar as causas externas sofridas pelos idosos em Sergipe, dos quais se incluem acidentes de trânsito, quedas, lesões e agressões.

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A pesquisa tem por objetivo determinar o perfil dos idosos vítimas de acidentes e violências avaliando os prontuários de atendimento das urgências do Hospital Regional de Lagarto/SE e do Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho (HUSE). O projeto é fruto do Programa de Pesquisas para o Sistema Único de Saúde (SUS), desenvolvido pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe.

A pesquisadora Andrezza Duque avalia que os resultados da pesquisa serão importantes para a elaboração de políticas públicas para os idosos. “Acredita-se que os resultados encontrados poderão ser utilizados como subsídios na elaboração e desenvolvimento de ações preventivas e de intervenção nesta população, podendo, também contribuir na elaboração de políticas públicas que favoreçam a este segmento etário da população”, pontuou a pesquisadora.

Estudo

O levantamento nos hospitais já foi iniciado. A meta é levantar a identificação dos idosos que sofreram acidentes e violência entre janeiro e dezembro de  2015. “Vamos identificar esses perfis dos acidentes e violências que eles sofreram. Além de identificar o sexo, a faixa etária, , a escolaridade, o estado civil e se sofreu agressão. Com base nesses prontuários, vamos identificar o perfil deles e quais foram os casos que mais aconteceram de acidentes. Após o levantamento será estabelecida uma relação entre os fatores e o tipo de lesão, considerando a população idosa a partir dos 60 anos.

Ainda segundo a pesquisadora, os estudos já apontam que as quedas e os atropelamentos são as principais causas de morbimortalidade por causas externas emidosos. Considerando o forte impacto que podem causar na vida destes idosos, espera-se que os resultados possam colaborar com o planejamento de prioridades e proposições de ações de prevenção, no sentido de promover o envelhecimento ativo.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Fapitec/SE

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