
Repensar a internacionalização em tempos de isolamento social. Esse foi um dos desafios impostos pela pandemia do novo coronavírus às universidades, que buscaram alternativas de continuarem promovendo a contribuição internacional sem depender exclusivamente de programas relacionados à mobilidade. A internacionalização em casa se tornou o ponto chave, evidenciando problemas de iniciativas já existentes, como o conhecimento do inglês e a infraestrutura para acesso a conteúdo internacional.
Em 2017, um diagnóstico realizado pela Capes/MEC revelou que 225 das 320, ou cerca de 70%, das instituições que responderam à pesquisa alegaram ser pouco ou nada internacionalizadas. Além disso, pesquisas realizadas pelo Programa “Idiomas sem Fronteiras” demonstraram que apenas 3% dos acadêmicos e pesquisadores de universidades brasileiras com pós-graduação possuem o nível C1 (avançado) de inglês.
Diante desse cenário, o British Council em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), lançarão em breve o edital “Internacionalização e Políticas Linguísticas” para promover a capacitação de Instituições de Ensino Superior públicas e privadas em programas que visam à cooperação internacional.
O edital prevê que universidades brasileiras façam parcerias com universidades do Reino Unido cujos interesses e perspectivas estejam alinhados para troca de conhecimentos no que diz respeito à criação de um programa de internacionalização sólido e frutífero para a comunidade acadêmica e a área de pesquisa e extensão.
Vera Oliveira, gerente de Educação Superior e Ciência do British Council, conta que a proposta do edital é democratizar o acesso a um ambiente internacional de educação dentro da própria universidade. “A agenda de internacionalização sofreu um impacto muito grande com a pandemia porque se limitava a ações como intercâmbio de professores e alunos, ida a congressos internacionais, entre outros. A pandemia trouxe a oportunidade de repensar a internacionalização para além da mobilidade, beneficiando mais pessoas.”
O investimento será de R$ 4 milhões via MEC e Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs). São elas: Fundação Araucária (Paraná), FAPEAM (Amazonas), FAPEG (Goiás), FAPERGS (Rio Grande do Sul), FAPERJ (Rio de Janeiro), FAPES (Espírito Santo), FAPESB (Bahia) e FAPESPA (Pará). Um dos resultados que se espera do programa é a consolidação da imagem da pesquisa brasileira no exterior. “Um desafio para a ciência global é que às vezes não há pesquisa vindo de todos os lados; você tem esse predomínio de algumas universidades apenas. E é muito importante que o Brasil tenha uma presença maior, até pela qualidade do que é feito aqui e que merece reconhecimento.”, afirma a gerente.
Ciclo de workshops gratuito e as propostas de internacionalização
O British Council ofereceu nos meses de fevereiro e março três workshops gratuitos com o objetivo de capacitar as instituições de ensino superior a estruturarem propostas de internacionalização com mais maturidade e confiança, já prevendo a participação no edital. São eles: “Internacionalização do Ensino Superior: conceitos e dimensões”; “Políticas Linguísticas para a Internacionalização”; e “Estruturação de Internacionalização de Políticas Linguísticas”.
- Workshop 1
Internacionalização do Ensino Superior: conceitos e dimensões
- Workshop 2
Internacionalização do Ensino Superior: políticas linguísticas
- Workshop 3
Estruturas de internacionalização e políticas linguísticas (Parte 1)
Estruturas de internacionalização e políticas linguísticas (Parte 2)
Fonte: British Council
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