| Em 05/09/2017

Governador do Paraná assina plano de trabalho para execução dos projetos aprovados para pesquisas em conservação de solos

O governador Beto Richa anunciou nesta segunda-feira (04) o montante de R$ 12 milhões para pesquisas com manejo e conservação de solos. Ele também lançou o projeto Moringa Cheia, que visa recuperar rios, nascentes e olhos d’água por meio do apoio da Sanepar aos agricultores. O anúncio das novas ações foram feitas em solenidade no Palácio Iguaçu, que marcou um ano do Programa Integrado de Conservação de Solo e Água do Paraná (Prosolo), desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, e parceiros da iniciativa privada.

O Prosolo já tem a adesão de 1.300 produtores rurais. Lançado há um ano, o programa reúne ações do Estado e da iniciativa privada, como o programa de Microbacias, o Prorural, a Campanha Plante Seu Futuro, o Pronassolo, que têm objetivos similares em cuidados com o solo e com o meio ambiente.

Desde o início do Prosolo foram realizadas em média 100 reuniões regionais para sensibilizar os produtores rurais sobre a necessidade de cuidados com o solo e água. Também foram capacitados 500 técnicos de 23 municípios responsáveis pela elaboração dos projetos. A meta é treinar 2 mil técnicos nos próximos anos.

O governador Beto Richa afirmou que os resultados são fruto do trabalho integrado entre o Governo do Estado, as prefeituras e as entidades que representam a agricultura e o agronegócio. “O trabalho integrado é responsável pela otimização das ações, racionalização de recursos públicos e a efetivação dos resultados”.

Ele ressaltou que as ações de conservação do solo e água influenciam não apenas o trabalho dos produtores rurais, mas também os moradores das áreas urbanas. “Se houver problemas na agricultura, nas minas e nascentes de águas, todos nós seremos afetados”, disse. “O solo e a água são nossos bens mais valiosos, por isso temos que ter a preocupação de protegê-los para que o Estado se desenvolva de maneira sustentável e as pessoas tenham bem-estar”.

O montante de R$ 12 milhões para pesquisas em manejo e conservação de solos vem da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, da Fundação Araucária e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

“O Governo do Estado, por meio da Seti e da Fundação Araucária, sabe da importância dos investimentos em pesquisas para a conservação do solo e da água. Temos pesquisadores altamente capacitados para isso em nossas universidades e institutos de pesquisa que apontarão os caminhos para o desenvolvimento das políticas públicas necessárias para avançarmos na solução dos problemas existentes”, disse o secretário em exercício da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior em exercício, Décio Sperandio.

Trata-se da maior Rede de Pesquisa na área agrícola do País, que envolve 19 instituições de pesquisa, cinco universidades estaduais, quatro federais e três particulares, duas fundações privadas de pesquisa, dois institutos de pesquisa, 147 pesquisadores e 55 bolsas de pesquisa.

Durante a cerimônia o governador, Beto Richa, o secretário Décio Sperandio e o presidente da Fundação Araucária, Paulo Brofman, assinaram o plano de trabalho para a execução dos projetos aprovados. “O recurso será usado para financiar 35 projetos de pesquisa aplicada em manejo e conservação de solos. Eles foram aprovados na Chamada Pública do Programa da Rede Paranaense de Apoio à Agropesquisa e Formação Aplicada Fundação Araucária/Seti/Senar-PR e serão desenvolvidos a partir de agora”, explicou Paulo Brofman.

Os resultados também serão publicados em um Manual de Conservação de Solo e Água, o qual servirá de treinamento no planejamento conservacionista da propriedade rural.

Vanguarda
O Prosolo é um indicativo de que o Paraná retomou a vanguarda em cuidados com o solo e com a água, cenário do qual foi referência nacional e até internacional em décadas anteriores”, disse o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. Segundo ele, o incentivo às boas práticas de manejo, principalmente aquelas que mitigam os efeitos da erosão e compactação do solo, evitam grandes perdas na agricultura. “Precisamos tratar com cuidado cada pedaço de chão, exigindo sempre o máximo de resultados, mas que também perpetue a capacidade de produzir. Se não adotarmos essas medidas, corremos o risco de perder produtividade no curto e médio prazo”, afirmou.

O presidente do sistema Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, ressaltou que a formação de especialistas e a realização de pesquisas propiciarão, nos próximos cinco ou seis anos, um atestado das melhores práticas e tecnologias a serem adotadas no meio rural. “Estamos agora na fase de operação e implantação para que os professores e pesquisadores comecem a trabalhar”, explicou. “Os produtores estão fazendo a sua parte, concertando o que as chuvas estragaram, e o governo acompanha de perto para incentivar as melhores ações”, disse.

Presenças
Acompanharam a solenidade a secretária da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa; o secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Antonio Carlos Bonetti; o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior em exercício, Décio Sperandio; o diretor administrativo do BRDE, Orlando Pessuti; o presidente da Associação dos Municípios do Paraná e prefeito de Assis Chateubriand, Marcel Micheletto; o presidente da Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Paraná (Fetaep), Ademir Muller; o presidente da Organização das Cooperativas do Paraná, José Roberto Ricken; o presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Luiz Tarcísio Mossato Pinto; o diretor do Serviço Florestal Brasileiro, Raimundo Deusdará Filho, os deputados estaduais Márcio Nunes, Paulo Litro e Fernando Scanavaca.

Recuperar rios, nascentes e minas d’água
O projeto Moringa Cheia prevê um trabalho de recuperação de todos os rios, nascentes e minas d’água que afetam o abastecimento dos 395 municípios que a Sanepar atende. A companhia vai disponibilizar recursos para que proprietários rurais restaurarem as áreas de preservação permanentes.

Entre as ações a serem desenvolvidas pelos agricultores estão terraceamento, adequação de carreadores, recomposição da vegetação ciliar e cercamentos de áreas de em recomposição.

“O Moringa Cheia quer assegurar que as águas que abastecem as fontes de captação da Sanepar sejam infiltradas, portanto limpas e duradouras, ao invés das águas de enxurrada, que comprometem e elevam os custos de tratamento”, afirmou o presidente da Sanepar, Mounir Chaowiche. “O objetivo é garantir que se tenha água nos rios e nascentes para que, posteriormente, a Sanepar possa captar, tratar e distribuir a toda população paranaense”, explicou.

Fonte: Comunicação Fundação Araucária.

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