
O combate à violência contra mulheres e meninas no DF terá pesquisas específicas aplicadas ao tema e realizadas por pesquisadores do DF. Os estudos serão financiados pelo Governo de Brasília, por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa do DF (FAPDF) e somam R$ 455,5 mil.
A solenidade da assinatura dos Termos de Outorga e Aceitação entre as instituições e pesquisadores foi realizada, na sexta-feira, dia 6, na Casa da Mulher Brasileira (CMB).
Na abertura do evento, a beneficiária das políticas da CMB, Ana Maria Neves, relatou o acolhimento que recebeu na Casa e como essa política pública foi transformadora em sua vida. “Queria agradecer a Casa da Mulher Brasileira porque para quem chegou aqui com a roupa do corpo, hoje estou sendo homenageada. Não foi fácil, mas estou aqui”, disse.
O caso de Ana Maria, poderá ser melhor compreendido pelas pesquisas selecionadas Edital 03/2017 da FAPDF que vão auxiliar no aprimoramento das políticas públicas de combate à violência contra a mulher. Veja as pesquisas selecionadas:

O Diretor-presidente da FAPDF, Wellington Almeida, ressaltou que a temática da violência contra a mulher é complexa e que as pesquisa precisam se aprofundar na busca de soluções para uma questão dramática e crescente no País. Ele também lembrou que “o Governo do Distrito Federal, ao contrário de quase a totalidade dos estados da federação, tem mantido os investimentos em ciência e tecnologia. E a FAPDF vai continuar desafiando os pesquisadores a realizarem formulações voltadas às políticas públicas do DF”, disse.
Na solenidade, a secretária adjunta de Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Márcia de Alencar, explicou que o Governo de Brasília possui uma política de combate à violência descentralizada e afirmou a importância das pesquisas na área. “As pesquisas serão decisivas para o aprimoramento de políticas relacionadas à prevenção da violência contra meninas e mulheres, mas não apenas, devemos também incluir outro conjunto de mulheres que são as lésbicas, travestis e transexuais”, disse.
E o secretário do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh), Gutemberg Gomes, disse que a secretaria está conseguindo vencer o desafio de agregar o conceito de transversalidade às políticas e que a articulação entre a academia e executivo é outro passo importante para o aprimoramento das políticas públicas.
Fonte: Comunicação FAPDF.