| Em 08/05/2018

Finalista no FameLab Brasil 2018, bolsista da Fapesb conta sobre experiência na competição científica

Competindo com pesquisadores de todo o Brasil, Táris Santana conquistou uma das onze vagas na final do FameLab Brasil 2018, realizada no dia 27 de abril, no Museu do Amanhã (Rio de Janeiro). Pela primeira vez uma bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) inscreveu-se na edição nacional da maior competição científica do mundo. Logo na estreia, a mestranda da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) chegou até a última fase da disputa ao lado de doutores, mestres e professores universitários.

Desenvolvendo seus trabalhos no Programa de Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais da UEFS, Táris é graduada em farmácia e estuda o desenvolvimento de nanoemulsões para uso como defensivo agrícola orgânico em vinícolas. Ela conta que utiliza como princípio ativo materiais vegetais extraídos de plantas nativas da Caatinga. “Na final, o nosso grande desafio é atrair o público. Por isso, concentrei os esforços para abordar o uso exagerado de agrotóxicos, destacando as alternativas para esses materiais”, explica.

Notificada pela própria universidade sobre a oportunidade, ela desconfiou inicialmente sobre o próprio potencial para chegar longe numa disputa que envolve comunicação científica. “Não me sentia uma boa comunicadora, mas decidi encarar a inscrição como um desafio pessoal”. Depois de preparar um texto e gravar um vídeo compartilhando informações sobre sua pesquisa, Táris recebeu a notícia da sua aprovação.

Depois da semifinal disputando com outros 30 pesquisadores, a baiana seguiu para os preparativos da grande final. Ao chegarem na capital carioca, os onze selecionados foram capacitados por uma especialista em comunicação científica. “O maior desafio proposto pelo FameLab é o tratamento da ciência com simplicidade. É preciso atrair as pessoas da sociedade, evitando jargões que afastem o público não-especialista”.

Comunicação coletiva
Para Táris Santana, um dos maiores legados do FameLab Brasil 2018 é a rede de contatos que se formou. “Não estávamos mais competindo, estávamos nos ajudando. A gente opinava na apresentação do outro, dava dicas. Nosso objetivo era a melhora coletiva porque um de nós iria representar o Brasil na final internacional”, explica.

Por isso, o grupo já pensa em seguir com a articulação, viajando por outras cidades do país com a apresentação de pesquisas. “Queremos continuar fazendo comunicação e ciência juntos. Pensamos num projeto para inscrever em agências de financiamento. Somos reconhecidos como estudantes, mas somos cientistas”.

Fonte: Comunicação Fapesb.

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