| Em 11/12/2016

Fapesb apoia pesquisas e ações de combate ao HIV/AIDS

Celebrado no início de dezembro, o Dia Internacional da Luta Contra a AIDS, visa promover troca de informações, experiências e ações de prevenção da doença. Mas você sabe quais são os sintomas? Quais os avanços da medicina para tentar controlar a doença? Às vésperas da data, o Ministério da Saúde divulgou números inéditos sobre a doença no Brasil. De acordo com a pasta, 827 mil pessoas vivem com HIV/AIDS no Brasil e houve uma redução de 36% na transmissão do vírus de mãe para filho, nos últimos seis anos.

“Mais de 70 milhões de casos de infecções por HIV já foram reportados no mundo e existem 36,7 milhões de pessoas que vivem com HIV/AIDS. Por outro lado, houve um declínio significativo em 26% nas mortes relacionadas à AIDS. É importante destacar que o HIV é uma das doenças infecciosas que mais mata mundialmente. Assim, é importante que existam pesquisas sendo realizadas continuamente a fim de diminuir os índices referidos acima, aumentando as chances de encontrarmos uma terapia definitiva para infecção e/ou o desenvolvimento de uma vacina capaz de frear ou eliminar por completo as chances de novas infecções”, destaca o pesquisador da Fapesb, Ricardo Khouri.

 

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Mas, quais avanços a ciência têm alcançado na luta contra a AIDS? Recentemente vários estudos têm se empenhado em descobrir novas questões referentes à temática. Na Bahia, apoiados por editais da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), pesquisadores desenvolveram projetos sobre caracterização imunológica e virológica de indivíduos infectados com HIV, avaliação dos fatores de risco em parturientes, e sobre as sociabilidades de jovens que vivem com HIV/AIDS.

“Nos últimos anos tenho estudado o papel da imunoativação do paciente infectado com HIV e a diversidade gênica do vírus na progressão da doença. Em Salvador, a partir de 2015, a Fapesb tem apoiado o estudo em que avaliamos a morbimortalidade em pacientes recém-diagnosticados com HIV associada à presença de mutações virais resistentes a terapia anti-retroviral pré- tratamento, resposta imune dos pacientes e associações com doenças tropicais como Leishmaniose e Chagas”, afirma Khouri.

Apesar dos números serem promissores, ainda há um longo caminho a percorrer. Situações de risco, por exemplo, têm contribuído para a disseminação da doença. A prática da roleta-russa é uma delas. Na atividade, um grupo de pessoas tem relações com vários indivíduos e são informados que algum deles é portador do vírus, mas não sabem exatamente quem.

Características da doença
AIDS é uma sigla originada do inglês, que significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (acquired immunodeficiency syndrome). É o estágio final da doença provocada pelo HIV, um vírus que causa grave danos ao sistema imunológico. Quando ocorre o contato com o vírus causador da AIDS, o sistema imunológico começa a ser atacado. Os primeiros sintomas são parecidos com os de uma gripe, com febre e mal-estar.

Em seguida, acontece uma forte interação entre as células de defesa e as constantes mutações do vírus, mas que não enfraquecem o organismo o suficiente para o surgimento de novas doenças. É um período assintomático, que pode chegar a durar muitos anos.

Com o frequente ataque, as células de defesa começam a ser destruídas, o que torna o organismo cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns. Os sintomas comuns são febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a AIDS. Esta fase é caracterizada pela baixa imunidade, que permite o aparecimento de doenças como hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer.

 

Fonte: Ascom FAPESB

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