| Em 17/06/2021

Estudo que indica o extrato de própolis verde para tratamento de Covid-19 é apresentado na Agrotins 2021

Extrato da própolis tem sido uma alternativa para tratamento da Covid-19

Potencial do extrato da própolis tem sido uma alternativa para tratamento da Covid-19 (Foto: Seagro/Governo do Tocantins)

Diversas pesquisas científicas têm tido resultados promissores sobre as propriedades e benefícios medicinais dos produtos apícolas. Com o impacto da pandemia, pesquisadores do mundo todo têm intensificado estudos que visam soluções para a humanidade, e o extrato de própolis verde, além de ter mais de duas décadas de estudo, foi utilizado em pacientes internados com Covid-19 que apresentaram 50% de comprometimento pulmonar e os resultados do uso da substância como coadjuvante se mostraram promissores na recuperação. Considerado um assunto de saúde pública de baixo custo, o tema foi abordado na Feira Agrotecnológica do Tocantins – Agrotins 2021 100% Digital por cientistas renomados nesta quarta-feira, 16. (Assista no canal do Youtube da Agrotins).

O estudo desenvolvido por cientistas da empresa Apis Flora avaliou o efeito da substância em 124 pacientes com o novo Coronavírus, entre junho e agosto de 2020. Os voluntários tinham em torno de 50 anos, com comorbidades, estavam com sintomas há mais de oito dias e com o mesmo grau de problemas pulmonares aproximadamente, em torno de 50% de comprometimento. Os participantes foram divididos em três grupos, o primeiro foi submetido ao tratamento hospitalar convencional. Já os outros receberam doses diferentes de extrato de própolis, aliando ao tratamento padrão.

“Os resultados preliminares da pesquisa mostraram que os pacientes que usaram extrato de própolis de 400 mg e 800 mg por dia, aliando ao tratamento convencional, se recuperaram mais rápido em todos os aspectos, com redução do período de internação de até 50% menor do que aqueles submetidos apenas ao tratamento padrão. Isso devido aos benefícios medicinais como antiviral, anti-inflamatório e imunorreguladora”, afirma a doutora em Ciências Farmacêuticas e Medicamentos, e gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Apis Flora, Andresa A. Berretta.

“O estudo do uso da própolis EPP-AF em pacientes internados com a Covid-19 representa a aplicação prática de mais de 25 anos de estudos científicos que a empresa vem fazendo. Ao longo desse período, o time de Pesquisa e Desenvolvimento tem trabalhado arduamente para demonstrar a segurança e a eficácia da própolis verde EPP-AF em muitos modelos. Com a chegada da pandemia, estávamos preparados com todos os resultados necessários para podermos propor esse projeto que é inédito no mundo, e que nos ajudou a receber um prêmio em evento internacional no dia 29 de maio de 2021”, explica Andresa.

A pesquisa foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e conta com a participação de pesquisadores como do Doutor em Nefrologia, Marcelo Silveira, médico do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino e Hospital São Rafael, de Salvador. Bem como do doutor em Entomologia, David De Jong da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo. Além de participação de cientistas da Apis Flora. Os estudos foram realizados com recursos próprios, e contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). E também da Financiadora de Estudo e Projetos (Finep) nas etapas anteriores que deram os elementos de segurança e eficácia.

Prevenção

Com base nos estudos já existentes publicados pela literatura científica, é possível afirmar que o extrato de própolis também pode ser usado para melhorar as condições imunológicas dos indivíduos, potencialmente reduzindo a infectividade e a invasão do vírus causador da Covid-19, além de ser uma substância antiviral conforme explica a pesquisadora. Nesse caso específico, a indicação é de 30 gotas em água, suco ou outra bebida de preferência, já para os que estão doentes, orienta-se 30 gotas 3 a 4 vezes  diária ou uma cápsula ao dia.

Tocantins

No Estado do Tocantins, há vários pesquisadores estudando as propriedades da própolis há mais de dez anos, com o objetivo de fortalecer o arranjo produtivo do Tocantins, por meio do suporte científico, tecnológico e de gestão aos produtores da agricultura familiar. Os projetos envolvem o tripé (ensino, pesquisa e extensão). O trabalho tem sido feito com associações de apicultores, por meio de capacitações e trocas de experiências que têm favorecido o aumento da produtividade e a qualidade dos produtos.

Um dos projetos em execução na área da apicultura é coordenado pelo professor-doutor em Ciências Veterinária, que atua na Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) Araguaína, Cláudio Henrique Fernandes, que tem realizado diversas atividades com as comunidades de apicultores do Tocantins, além de estar fazendo levantamento de dados sobre a real situação dos produtores, visando obter um estudo socioeconômico das comunidades, e de diagnosticar o grau de rentabilidade do produto. O pesquisador, além desse projeto, desenvolve outros estudos com o apoio do Governo do Tocantins, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt).

A Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro) acredita que a apicultura tem grande potencial no Tocantins, principalmente por ser um estado agrícola que está caminhando para incrementar a cadeia produtiva da apicultura, tanto para favorecer agricultura integrada ao serviço de polinização quanto para fortalecer uso da apicultura na saúde pública.

“Já sabíamos da ação antimicrobiana da própolis e, com esse estudo clínico que foi apresentado durante a Agrotins 2021, teremos a perspectiva de evidenciarmos uma ação antiviral e mecanismos que podem auxiliar tanto na prevenção como no tratamento hospitalar da Covid-19″, explica a médica veterinária da Seagro, Érika Jardim.

Roda de Conversa

A ideia da roda de conversa na Agrotins 2021 foi divulgar o resultado da pesquisa do extrato de própolis para o tratamento de Covid-19 com pacientes internados com 50% de comprometimento. O bate-papo científico ocorreu nesta quarta-feira, 16, com participação da doutora em Ciências Farmacêuticas e Medicamentos, gerente de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação da Apis Flora, Andresa A. Berretta; do doutor em Ciências Veterinárias, que atua na Unitins de Araguaína, Cláudio Henrique Fernandes; e da médica veterinária da Seagro, Érika Jardim.

Fonte: FAPT  (por Geórgya Laranjeira Correa/Governo do Tocantins, com adaptações)

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