| Em 10/10/2014

Delegação da União Europeia e FAPESC promovem workshop sobre cooperação internacional

A Delegação da União Europeia no Brasil e o Projeto B.BICE+ realizaram em Florianópolis, no dia 9 de outubro, um workshop com empresários e pesquisadores de Santa Catarina para promover a cooperação de pesquisa e inovação entre o Brasil e os países membro da UE. Na abertura, o presidente da FAPESC (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina), órgão que sediou o evento, disse que “a cooperação internacional entre pesquisadores é mais fácil e mais comum, o desafio é a cooperação entre empresas”. Mais de cem pessoas de todo o estado e de diversas áreas do conhecimento estiveram presentes para fazer questionamentos.

bbice fapesc para confap

À mesa, da esquerda para a direita: Marcos Leonel, representante da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Sustentável; Sergio Gargioni, presidente da FAPESC e do CONFAP; Laura Maragna, representante da Delegação da União Europeia, e Paulo Lopes, do Euraxess.

O workshop faz parte do Tour do Brasil, organizado em parcerias com as FAPs (Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa), com a finalidade de descentralizar os investimentos estrangeiros em pesquisa do eixo Rio de Janeiro – São Paulo. Já foram realizados cinco encontros como este e estão programados mais três, em Recife, Brasília e São Paulo.

Durante toda a manhã foram feitas apresentações sobre Empreendedorismo, Inovação e parcerias internacionais, como o Horizonte 2020, programa de financiamento a países ascendentes nas áreas de energia, agricultura e bioeconomia. Outro projeto apresentado foi o B.BICE, que tenta integrar as instituições de ensino e pesquisa da União Europeia com instituições brasileiras. Ele está em andamento desde o fim de 2012, e será finalizado em dezembro de 2015. Segundo Ana Paula Rossetto, representante da coordenação do projeto no Brasil, o B.BICE está colhendo dados das FAPs, a fim de conhecer a realidade local, suas necessidades, áreas prioritárias e estratégias e “melhorar o entendimento dos países europeus sobre o funcionamento do sistema de Ciência e Tecnologia brasileiro, conhecer os parceiros e as áreas que devem receber incentivo”

Houve também uma mesa redonda com representantes de países membros da União Europeia: República Tcheca, Eslovênia, Itália e Eslováquia. Um dos pontos levantados pelos participantes foi sobre a dificuldade em ter acesso ao valor investido. Muitas vezes a burocracia causa a subutilização dos recursos, levando à sua devolução e forçando os pesquisadores a perder oportunidades de cooperação.

O período da tarde foi reservado para reuniões, agendadas no fim da manhã, entre os pesquisadores e os representantes da EU, de acordo com suas áreas de interesse e necessidades.

Fonte: Jéssica Trombini – FAPESC

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