| Em 12/05/2025

Claro, FAPESP e USP vão investir mais de R$ 40 milhões em centro de pesquisa sobre 5G e IA generativa

(Imagem: Divulgação)

A Claro, a FAPESP e a Universidade de São Paulo (USP) anunciaram na quarta-feira (30/04), durante o Web Summit Rio, uma parceria para a criação de um Centro de Pesquisa Aplicada (CPA) com foco no desenvolvimento de soluções envolvendo tecnologias emergentes relacionadas a 5G e inteligência artificial (IA) generativa. A universidade foi escolhida em um edital publicado em agosto do ano passado, que selecionou um grupo de pesquisadores ligado à instituição. A iniciativa deverá receber, entre investimentos das três partes, o aporte de mais de R$ 40 milhões, distribuídos ao longo de cinco anos.

De acordo com o planejamento inicial, a Cidade Universitária, como é conhecido o campus da USP na capital paulista, sediará um amplo laboratório de testes e demonstração das pesquisas e deverá abrigar o desenvolvimento de projetos nas verticais de Smart Cities, Indústria 4.0 e Agrotech, explorando tecnologias relacionadas a 5G e IA generativa, consideradas fundamentais para a evolução a uma nova era. A parceria visa incentivar a realização de pesquisas internacionalmente competitivas e conectadas às necessidades da sociedade, envolvendo a participação de alunos e pesquisadores de diversas disciplinas e áreas do conhecimento. Para isso, a equipe do projeto conta ainda com cientistas de nove instituições parceiras, entre elas o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), além de universidades de ponta.

“O centro em parceria com a Claro cria oportunidades significativas para a pesquisa e o desenvolvimento de aplicações inovadoras em sistemas inteligentes, integrando técnicas de IA generativa em redes avançadas sem fio. Com a parceria, Claro e USP, com apoio da FAPESP, dão um passo importante na integração entre academia e empresa no Brasil, visando a geração de novas soluções para a sociedade”, diz Eduardo Zancul, professor da Escola Politécnica da USP e diretor do novo centro.

Para Rodrigo Assad, professor universitário e diretor do beOn Claro, que será o vice-diretor do CPA, a parceria representa um importante passo da operadora em sua jornada de inovação. “A Claro está sempre em busca do novo, fomentando iniciativas que priorizam a evolução tecnológica para transformar o mundo em que vivemos. Essa união com a FAPESP e a USP concretiza o trabalho conjunto que temos desenvolvido, há anos, entre os diversos agentes do ecossistema de inovação. Enquanto operadora, temos acesso a tecnologias com um potencial imenso, que ainda não foi explorado em sua totalidade, e a conexão com a pesquisa acadêmica é fundamental para desbloquear a capacidade das tecnologias emergentes para o benefício dos negócios e da sociedade”, afirma Assad.

A princípio, serão mais de 40 projetos de pesquisa, que contemplam temas como redes, smart cities, indústria 4.0 e agrotech, envolvendo a participação de mais de cem pesquisadores. A expectativa da operadora é que a iniciativa resulte no desenvolvimento de soluções que possam ser colocadas no mercado e escaladas em âmbito nacional e até mesmo global.

O professor Marcio de Castro, diretor científico da FAPESP, aponta a importância dos investimentos em iniciativas dessa natureza para estimular o desenvolvimento. “O financiamento de pesquisas nas áreas de redes, cidades inteligentes, indústria 4.0 e agrotech por meio da modalidade Centros de Pesquisa Aplicada da FAPESP é fundamental para promover a inovação tecnológica, formar recursos humanos altamente qualificados e estimular a transferência do conhecimento para a sociedade e o setor produtivo”, complementa.

Rodrigo Modesto Duclos, diretor de Inovação e Digital da Claro, reforça que “a atuação conjunta com a academia pretende estimular a pesquisa científica de ponta com o objetivo de gerar produtos e serviços inéditos, no médio prazo, que impactem nossos clientes, sejam eles empresas, cidadãos ou governo, e que tenham um impacto real e duradouro na economia do país”.

Fonte: FAPESP (Por: Ascom Fapesp)

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