Um cano furado, buraco, lixo e desordem pública são problemas típicos de grandes cidades. Encontrando uma solução inovadora, inspirado em um estilo de vigilância colaborativa, a empresa Maqhin Soluções Inovadoras, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado da Bahia (Fapesb), desenvolveu um aplicativo e rede social de cooperação entre pessoas, mídias e instituições, o Vigilante.
De acordo com Rafael Câmara, sócio diretor da Maqhin, que atualmente está incubada pelo Parque Tecnológico da Bahia, o app “possibilita que cidadãos e atores influenciadores na dinâmica da cidade reportem, impulsionem e solucionem qualquer tipo de problema público através de cadastros com foto, localização no mapa”.
A ideia de criar a rede social surgiu por conta das demandas de reclamações da população, em prol de melhorias para a cidade. Câmara também disse que o acesso ao Vigilante funciona de forma simples, acessado através do painel administrativo do app. “Ele [o Vigilante] é um gestor inteligente de demandas públicas que dá uma visão macro da cidade e aproxima os gestores da população”, afirmou Rafael.
O sócio diretor da Maqhin fala sobre a importância do apoio da Fapesb para moldar uma promissora empresa baiana. “O apoio da Fapesb deu a cara que a Maqhin possui hoje. Sem esse apoio, os caminhos certamente seriam mais complexos e talvez ainda não estivéssemos alcançado o atual estado de maturidade com as atuais 13 pessoas que formam a equipe”, relatou.
Ainda de acordo com Câmara, devido ao aporte financeiro concedido pela Fundação possibilitou a consolidação de dois grandes projetos da startup. “Nossos dois maiores projetos apoiados pela Fapesb, que são o Vigilante e o Today, foram apoiados pelo edital PAPPE e o Tecnova, respectivamente. Os dois projetos receberam recursos por 18meses com valor aproximado de 300 mil reais”, afirmou.
O Vigilante possibilita o registro de mais de 250 tipos de ocorrências relacionados a transtornos urbanos para alertar órgãos e instituições competentes. Os registros podem ser realizados de maneira anônima, sendo monitorada pelo denunciante. Atualmente, a empresa responsável pelo serviço iniciou a fase de negociações com prefeituras, governos e instituições públicas e algumas parcerias estão sendo tratadas.
Rafael comenta os planos para o futuro da empresa incubada. “Espero que a Maqhin continue se destacando como a criadora de soluções inovadoras, mas que produtos como o Vigilante, Today e alguns outros que estamos desenvolvendo (GeoProfit Strategy, Sistema Integrado de Autoatendimento, Motolive, Eu Amo Animais), ganhem vida própria e se tornem empresas bem maiores que a empresa”, concluiu.
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