| Em 07/07/2015

Pesquisa: frutas podem durar mais com biofilmes comestíveis

A mudança nos hábitos alimentares e a correria do dia a dia têm levado ao aumento nos estudos sobre a durabilidade dos alimentos frescos. Na Universidade Federal de Sergipe (UFS), pesquisadores estão desenvolvendo pesquisas sobre com o uso de biofilmes para o revestimento de frutas. O uso de biofilmes aumenta a durabilidade das frutas em comparação com as frutas que não possuem os filmes.

[cml_media_alt id='4906']plastico comestivel[/cml_media_alt]

A coordenadora do projeto e professora da UFS, Luciana Aquino, explica que os biofilmes são desenvolvidos com óleos essenciais. “Esses biofilmes são revestimentos que você pode colocar em qualquer tipo de alimento. Ele é uma imersão, ou seja, uma solução líquida que você pode incorporar em frutas, carnes e alimentos em geral. Você deixa esse alimento em contato com o biofilme e ele vai ficar protegido. A gente fez várias formulações e selecionamos as formulações que tiveram maior atividade antimicrobiana. Os primeiros testes foram feitos com a goiaba e o morango”, detalha a pesquisadora.

A professora Luciana Aquino conta que os resultados foram positivos. Com o revestimento do óleo essencial, se uma goiaba, por exemplo, dura cerca de cinco dias, com o revestimento ela pode durar dez dias sem a contaminação microbiológica. Segundo Luciana, ao invés da fruta ser embalada com o plástico, seria usado o revestimento natural, o que traria muitos benefícios para os consumidores e comerciantes.

Impacto no Mercado

Luciana Aquino avalia que o estudo trará grandes benefícios para o mercado sergipano. Ainda não há um previsão para comercialização do produtos, pois é preciso muitos testes com os biofilmes. “Sempre tentamos trabalhar com óleos que tenham grande potencial e que não necessitem de grande quantidade do óleo para o revestimento. Ainda não fizemos a análise sensorial  porque os óleos precisam ser certificados de que não são tóxicos para o consumo humano”, disse a pesquisadora.

Outro desafio apontado pela pesquisadora é a atração de empresas para a comercialização do produto final. “Infelizmente a gente não tem na universidade muitas parcerias com a indústria e com empresários que queiram investir nos produtos desenvolvidos”.


PPP

O projeto de pesquisa faz parte do Programa de Primeiros Projetos (PPP) desenvolvido pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE). O programa  tem por objetivo dar suporte à fixação de jovens pesquisadores e nucleação de novos grupos de pesquisa, em qualquer área do conhecimento.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Fapitec/SE

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