| Em 11/02/2026

Popularização da ciência: projetos apoiados pela Fapern alcançam todo o Rio Grande do Norte

(Foto: Divulgação)

Os projetos de Popularização da Ciência apoiados pela Fundação de Amparo e Promoção da Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio Grande do Norte (Fapern) consolidaram, em 2025, uma ampla rede de ações educativas, culturais e científicas em diferentes territórios do estado potiguar. As iniciativas, executadas por coordenadores e bolsistas contemplados nos editais nº 28/2024 e nº 01/2025, levaram a ciência para escolas, comunidades urbanas e rurais, praças públicas e ambientes digitais, aproximando o conhecimento científico do cotidiano da população potiguar.

Com abordagens diversas, que vão desde oficinas interativas, exposições científicas, minicursos, planetários itinerantes e observações astronômicas até a produção de conteúdos digitais, os projetos alcançaram centenas de crianças, jovens e adultos nos dez territórios da cidadania do RN.

No território Potengi, por exemplo, as atividades realizadas representaram oportunidades importantes de contato da população com práticas científicas. Com a coordenação da professora Késia Castro (UFERSA), o projeto Ciência e Tecnologia Social no Campo desenvolveu ações em municípios como Riachuelo e Bom Jesus. “As ações com experimentos interativos, jogos científicos e sessões de astronomia, utilizando planetário e telescópios, possibilitam um contato direto da comunidade com a ciência”, destaca a coordenadora. Para 2026, a expectativa é ampliar o alcance das ações para outros municípios do território Potengi.

A astronomia também se tornou mais acessível no Sertão Central Cabugi, por meio do projeto Exposição Ciência e Astronomia. A iniciativa, coordenada pelo professor Gustavo Rebouças (UFERSA), inclui atividades práticas que envolvem o público em temas como constelações e o papel da astronomia no dia a dia. Em 2025, o projeto visitou três cidades da região e auxiliou em outras atividades de extensão em territórios vizinhos.

A divulgação científica no ambiente digital também teve papel de destaque em 2025. Coordenado pelo professor Emanuel Oliveira (IFRN), o projeto CONECTA RN utilizou as redes sociais como principal ferramenta para aproximar a ciência, a tecnologia e o meio acadêmico do público em geral. “A divulgação científica nas redes sociais é fundamental para compartilhar descobertas, estimular o interesse da sociedade e fortalecer o vínculo entre ciência e população”, afirma Emanuel. Para 2026, o projeto selecionado para o território do Alto Oeste pretende ampliar a presença de instituições e pesquisadores, além de investir em novos formatos, como vídeos curtos e podcasts.

(Foto: Divulgação)

No Sertão do Apodi, o Projeto de divulgação científica sobre Gestão de Resíduos Sólidos também produziu resultados relevantes. Com a coordenação do professor Jorge Pinto (UFERSA), a iniciativa encerrou o ano de 2025 percorrendo 20 escolas de municípios inseridos na Bacia Hidrográfica do Rio Apodi-Mossoró.

O Projeto Museu de Ciências Morfológicas promoveu ações no território Terras Potiguaras. O foco da proposta, coordenada pela professora Simone Gavilan (UFRN) está na criação de um espaço dinâmico para explorar as ciências biológicas e morfológicas. Com exposições itinerantes e oficinas práticas, o museu atua para aproximar as comunidades do fascinante mundo da anatomia e das estruturas dos seres vivos. Com sede fixa na UFRN, em Natal, o Museu realizou ao longo de 2025 diversas atividades em pelo menos sete escolas públicas do RN. Para 2026, o objetivo é continuar realizando ações de itinerância.

(Foto: Divulgação)

No território Assú-Mossoró, o projeto de popularização da ciência fomentado pela Fapern é o “Educa Ciência”. A proposta de divulgação científica no Semiárido, coordenada pela professora Mônica Oliveira (UFERSA), promoveu oficinas interativas que estimulam o aprendizado por meio da experimentação e do contato direto com conceitos científicos presentes no cotidiano. Ao longo de 2025, a coordenadora e os bolsistas participaram ainda de vários eventos científicos.

No território Agreste Litoral Sul, o professor Dany Kramer avalia de forma positiva o impacto do apoio da Fapern ao projeto Desmistificando as Ciências da Natureza. Só no segundo semestre de 2025, o projeto alcançou diretamente mais de 540 estudantes, sendo cerca de 400 alunos da educação básica atendidos em 10 intervenções presenciais em escolas públicas de municípios como Vila Flor, Canguaretama, Baía Formosa, Pedro Velho, Tibau do Sul, Maxaranguape e Vera Cruz, e aproximadamente 140 alunos do ensino médio em 10 encontros formativos virtuais. No período, também foram ofertados cursos online, com participação de públicos de diferentes estados brasileiros. “O suporte da Fapern é essencial para o processo de interiorização das ações em 2025, permitindo que instituições públicas levem ciência a escolas de pequenas cidades”, ressalta Dany. Para 2026, a perspectiva é ampliar o número de municípios atendidos, a partir da execução plena dos recursos e da articulação com novas escolas interessadas.

Já no Seridó, o professor Felipe Ribeiro destaca que 2025 foi marcado pela integração de diferentes estratégias de popularização da ciência. “Desenvolvemos ações presenciais, seguimos com publicações regulares nas redes sociais e, para 2026, preparamos o lançamento de um documentário e de podcasts sobre desertificação, ampliando o alcance do debate científico sobre o tema”, conta Felipe.

(Foto: Divulgação)

No território do Mato Grande, o projeto Popularização da Ciência e Tecnologia Social para a Educação Alimentar, coordenado pelo professor Washington Souza (UFRN), desenvolve ações de pesquisa-ação articuladas à Educação Alimentar e Nutricional (EAN) no âmbito da educação básica. Em 2025 as atividades foram realizadas no município de Parazinho/RN, envolvendo a Escola Municipal Tancredo de Almeida Neves e o Centro de Educação Infantil Professora Joana D’Arc Rocha da Câmara. Como parte dos produtos do projeto foi planejada a implantação de hortas pedagógicas nas duas unidades escolares, como estratégia de integração entre ciência, educação alimentar e práticas sustentáveis. Segundo o professor, as ações priorizam abordagens pedagógicas adequadas às etapas de ensino atendidas, integrando ciência, alimentação saudável e cotidiano escolar. “Trabalhamos com exposições dialogadas, dinâmicas educativas e atividades práticas com estudantes do ensino fundamental, além de estratégias lúdicas com crianças da educação infantil, como jogos, atividades sensoriais e reconhecimento de alimentos”, explica. Ao todo, mais de 300 participantes, entre crianças, jovens e adultos, são diretamente envolvidos nas ações, que também contam com a participação de 15 acadêmicos da Organização de Aprendizagem e Saberes em Iniciativas Solidárias (OASIS/UFRN).

O projeto “Divulgar Ciências na perspectiva da Educação para a Sustentabilidade”, coordenado pela professora Magnólia Araújo (UFRN), realiza ações de popularização da ciência com atividades educativas regulares no Parque das Ciências e ações itinerantes pontuais no território do Trairi. Em 2025, através de jogos, exposições, práticas educativas e mediação científica, as ações contribuíram para a formação dos bolsistas e para a produção de trabalhos acadêmicos na área de Ensino de Ciências. Para 2026, a coordenação planeja ampliar a presença nos municípios do Trairi, desenvolver oficinas e mostras educativas e dar continuidade à produção científica associada às experiências de divulgação.

Para a coordenadora do Eixo de Popularização da Ciência da Fapern, Ivanúcia Lopes, o balanço de 2025 demonstra a relevância social das iniciativas apoiadas. “Os projetos mostram que a ciência potiguar tem impacto real quando se aproxima das pessoas e, ao longo de 2025, conseguimos chegar aos territórios, mobilizar comunidades, despertar vocações científicas e fortalecer o pensamento crítico”, avalia Ivanúcia. Para 2026, ela conta que a Fapern viabilizará o custeio dos projetos, previstos nos editais, com o objetivo de ampliar a capilaridade das ações e fortalecer redes de cooperação entre instituições, pesquisadores e comunidades.

O diretor-presidente da Fapern, Gilton Sampaio, destaca que investir em popularização da ciência é investir em desenvolvimento humano e social. “Levar a ciência para diferentes territórios democratiza o acesso ao conhecimento e cria oportunidades para que crianças e jovens se reconheçam como sujeitos do processo científico. Os resultados de 2025 revelam a importância dessa política pública, que seguirá fortalecida em 2026”, afirma Gilton.

As ações de popularização da ciência, financiadas pela FAPERN, contam com bolsas para coordenadores e estudantes de graduação, que atuam diretamente nas atividades em campo, ampliando o alcance das iniciativas e o envolvimento de jovens pesquisadores em experiências práticas de divulgação científica. Ao todo, são 30 bolsas!

Fonte: FAPERN (Por: Ascom Fapern)

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