| Em 15/01/2018

Avança estudo clínico para regulamentação da pomada de própolis vermelha, em Alagoas

Alagoas emplaca mais um avanço no desenvolvimento de estudos em alto nível, graças a uma pesquisa derivada da própolis vermelha local. A análise em questão emerge como uma das competências da ciência alagoana na área da saúde com uma pomada que auxilia no tratamento e recuperação de pacientes com leishmaniose tegumentar.

O projeto recebeu estímulos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal). Na etapa atual, conquistou o reconhecimento nacional, sendo aprovado para o prosseguimento da sua III fase clínica pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A coordenadora da proposta, Camila Braga Dornelas, cita que esta aprovação é fundamental para a comprovação da eficácia da pomada e seu registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa):

“Isto é importante porque no status definido como medicamentos específicos (Resolução RDC 132/2003), a Anvisa exige que o estudo clínico complete a fase III. Ou seja, ao final desta pesquisa, a pomada da própolis vermelha de Alagoas poderá ser registrada como medicamento, com esta nova indicação terapêutica”, frisa a doutora em ciência e tecnologia de polímeros.]

O composto
A pomada utiliza como base a própolis vermelha de Alagoas, matéria-prima capaz de conferir benefícios ao organismo humano, através de suas propriedades diversas, como as de anti-inflamatório e antioxidante.

O composto está certificado apenas em solo estadual e é desenvolvido no laboratório do curso de Farmácia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), trazendo para o conhecimento público as diversas propriedades positivas deste complexo rico em flavonoides, fenólicos, aminoácidos e vitaminas.

Unidos, eles formam uma pomada que pode ser introduzida em co-terapia ao Glucantime (medicamento utilizado no tratamento do SUS) aos pacientes diagnosticados com leishmaniose, porém trazendo muito menos efeitos nocivos do que a medicação usual.

A finalidade, segundo a coordenadora da pesquisa é complementar a quimioterapia de combate á doença em si, atuando no que diz respeito à qualidade de vida do paciente, pela redução do tempo de cicatrização das feridas provocadas pela doença e até a atenuação dos efeitos colaterais severos atribuídos ao Glucantime, que pode afetar órgãos como fígado e baço.

Agora, com o enquadramento para a fase III garantido, o cenário é assertivo, afinal a pesquisadora e sua equipe devem dispor de um maior número de pacientes diagnosticados com leishmaniose tegumentar para finalizar suas análises no Hospital Escola Dr. Hélvio Auto. O ensejo é de concluir o projeto e confirmar sua efetividade registrando a pomada como apta ao tratamento medicamentoso.

A Fapeal fomentou este estudo com incentivos advindos do edital Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS), que conduz subsídios para pesquisas que abordem problemáticas alarmantes na rede pública de saúde. A chamada é fruto da parceria entre Ministério da Saúde (MS), e da gestão compartilhada em Alagoas por Fapeal e Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

 Saiba mais
O PPSUS de Alagoas é a matéria de capa da nova edição da Fapeal em Revista. Conheça mais sobre as pesquisas em saúde pública no estado acessando http://www.fapeal.br/imprensa/revista/.

Fonte: Comunicação Fapeal.

Leia também

Em 25/02/2026

Governo de Santa Catarina e UFSC inauguram o primeiro laboratório da Rede Catarinense de Robótica, com investimento de R$ 2,5 milhões

A consolidação de uma infraestrutura científica de alto nível marca um novo momento para a robótica no estado, com a criação de uma rede que integra diferentes regiões, fortalece a pesquisa de ponta e já demonstra potencial de aplicação em ações conjuntas com forças de segurança e órgãos de fiscalização. Em Santa Catarina, essa iniciativa […]

Em 25/02/2026

Governo do Pará financia criação da primeira estação de recarga para carros elétricos feita 100% de fibras amazônicas

Um projeto inovador e sustentável, voltado à bioeconomia amazônica, utiliza insumos naturais vegetais da região em 100% de sua estrutura. Com financiamento do governo do Estado, por meio da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), a proposta contemplada no âmbito do programa Centelha II, substitui materiais sintéticos e metálicos, usualmente empregados no […]

Em 25/02/2026

Facepe adere a acordo com o Belmont Forum e amplia participação de Pernambuco em redes internacionais de pesquisa oceânica

A Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) aderiu a um Acordo de Cooperação Técnica com o Belmont Forum, ampliando a inserção de Pernambuco em redes internacionais de pesquisa voltadas a desafios globais estratégicos. Por meio desse acordo, a Facepe participa da chamada Ocean II – Towards the Ocean We […]

Em 25/02/2026

FAPEMA lança edição especial da Revista Inovação

Está no ar a edição especial da Revista Inovação dedicada à divulgação científica e à popularização da ciência produzida no estado do Maranhão. O periódico, produzido pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), reúne 40 reportagens que traduzem pesquisas, projetos e trajetórias de pesquisadores vencedores do Prêmio […]