
Um estudo realizado pelo Departamento de Engenharia Química (DEQ) da Universidade Federal de Sergipe (UFS) visa reduzir o tempo de tratamento da água por meio de sistema de flotação usando biomateriais como auxiliar de floculação. A pesquisa coordenada pelo professor Dr. Edilson de Jesus tem como principal objetivo apresentar propostas de tratamento da água por flotação, introduzindo novos métodos e substâncias, a exemplo da goma do quiabo.
O professor Edilson de Jesus explica que o tratamento de água por sistema de flotação acontece de modo contrário ao processo por sedimentação, atualmente utilizado na maioria das Estações de Tratamento de Água (ETA) em Sergipe. No processo de flotação, os flocos produzidos são arrastados por ar dissolvido em água para a superfície da água que está sendo tratada. Estes flocos, em regra são formados por argilominerais. Por conta disso, é um processo mais rápido e prático porque com o sistema de flotação não é preciso interromper a operação para remover sedimento.
O principal objetivo do projeto é verificar o uso de agentes naturais, por exemplo, goma de quiabo e amido, na formação de flocos e posterior flotação, buscando facilitar a remoção das impurezas suspensas presentes na água.
“No sistema de tratamento de água por flotação com ar dissolvido, a água é captada e em seguida é adicionado um agente floculante, por exemplo, o sulfato férrico que é muito usado nas estações de tratamento, sendo a goma do quiabo utilizada para auxiliar a formação de flocos mais resistentes”.
O professor ressalta que sentiu falta durante o projeto de interação com o setor produtivo. “Seria mais esse contato, essa dinâmica com órgãos do estado, a exemplo da Deso. A iteração com setor produtivo é importante porque os resultados podem ser aplicados. Nós temos aqui uma estação de tratamento que simula uma ETA e que pode ser utilizada para simulações, por exemplo, você quer usar um novo auxiliar, não sabe se vai funcionar ou não, poderia testar aqui”.
Resultados
A pesquisa que já se encontra no estágio final, identificou a melhoria dos parâmetros microbiológicos, da demanda bioquímica de oxigênio (DBO), da demanda química de oxigênio (DQO), dos parâmetros cinéticos de flotação e concentração de metais, quando a goma de quiabo e amido foram utilizados.
Importância do apoio
“A primeira importância é na aquisição de equipamentos viabilizada com recursos da Fapitec. A importância também está na formação de recursos humanos, tivemos a participação de 4 alunos nesse projeto, na estruturação do laboratório e organização, na compra de reagentes. Hoje esse laboratório está sendo mantido com recursos oriundos de projetos”. Aponta o professor.
Prodeso
O projeto é fruto do Programa de Apoio ao Núcleo de Desenvolvimento Tecnológico para Setor de Saneamento em Sergipe (Prodeso) desenvolvido pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE).
Fonte: Comunicação Fapitec/SE.