A bolsista do Curso de Pós-Graduação em Biotecnologia e Biodiversidade da Universidade Federal da Grande Dourados, Laura Costa Alves de Araújo, recebeu Menção Honrosa (1° colocada) na categoria Pôster da área de Nutracêuticos no XII Congresso Mundial de Farmacêuticos de Língua Portuguesa, realizado entre os dias 08 a 10 de novembro de 2016, em Gramado (RS) com o trabalho intitulado “Potencial antioxidante do extrato da polpa de Caryocar brasilense Camb”.
O projeto de doutoramento intitulado “Frutos do Cerrado Sul-Mato-Grossense: Avaliação da atividade antioxidante (in vitro e in vivo) e longevidade em modelo de Caenorhabditis elegans”, que tem a orientação do Prof. Dr. Edson Lucas dos Santos, coordenador do Grupo de Pesquisa em Biotecnologia e Bioprospecção aplicados ao Metabolismo (GEBBAM), recebe apoio da Fundect.
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Além do certificado de Menção Honrosa, a doutoranda ganhou a inscrição, passagens e hospedagens com alimentação para o I Congresso Brasileiro de Ciências Farmacêuticas, que será realizado em Foz do Iguaçu (PR), de 16 a 18 de novembro de 2017, com o tema central “Farmacêutico das Américas: cuidar, inovar e educar”.
No ecossistema do cerrado, existem inúmeras espécies frutíferas nativas de importância fundamental para vida silvestre e silvícola e para a manutenção desse bioma de relevante destaque para nosso País. Atualmente, o cerrado enfrenta duas realidades diferentes: a grande possibilidade de produção de alimentos, sendo considerado um importante celeiro do mundial e por outro lado, a riquíssima biodiversidade que está sendo descoberta e divulgada cientificamente.
O projeto abrange de forma integrada a conscientização do consumo de frutos encontrados no cerrado sul-mato-grossense e suas propriedades funcionais contribuindo para um futuro com sustentabilidade ambiental e desenvolvimento social/humano, científico/tecnológico e econômico da região.
A pesquisa irá identificar compostos naturais com propriedades biológicas a partir de uma investigação em modelos experimentais in vitro e em sistemas biológicos in vivo projetando o pioneirismo com implantação de técnicas experimentais, desenvolvimento de produtos (fármacos, produtos nutracêuticos e/ou outros), inovação (patentes nacionais e internacionais) e transferência tecnológica entre a academia e empresas.
O grupo de frutos selecionados para estudo engloba quatro espécies nativas: mangaba (Hancornia speciosa Gomez), pequi (Caryocar brasiliense Camb.), cajuzinho (Anacardium humile Mart.), gabiroba (Campomanesia pubescens (DC.) O. Berg). Cujo objetivo será identificar e quantificar compostos fenólicos, bem como avaliar, a atividade antioxidante (in vitro e in vivo) e efeitos na longevidade, reprodução, atividade locomotora e no estresse oxidativo em modelos Caenorhabditis elegans expostos aos extratos dos frutos.
Como resultado, espera-se comprovar a importância frutos do cerrado sul-mato-grossense como antioxidante capaz de reduzir os níveis de estresse oxidativo e aumentar a longevidade in vivo. Agregar valor aos frutos avaliados, através da comprovação de suas propriedades biológicas. Além disso, os dados gerados poderão permitir novas frentes na pesquisa com intuito de identificar novas moléculas com potencial terapêutico e consequentemente patentes poderão ser geradas trazendo divisas para o Estado.
Texto: Bianca Iglesias – FUNDECT