Para gestores e profissionais do SUS, a estruturação da Assistência Farmacêutica é um dos grandes desafios da rede pública de saúde, quer pelos recursos financeiros envolvidos como pela necessidade de aperfeiçoamento contínuo com busca de novas estratégias no seu gerenciamento.
Tal questão se tornou tema de uma pesquisa financiada pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect).
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Na visão de Renovato as ações desenvolvidas na área de assistência farmacêutica não devem se limitar apenas à aquisição e distribuição de medicamentos, exigindo, para a sua implementação, a elaboração de planos e programas que aperfeiçoem o serviço. Aí entra a perspectiva da educação.
“É recomendável ações de educação permanente em assistência farmacêutica a fim de atenuar sua fragmentação e otimizar suas ações no âmbito da Atenção Primária à Saúde. A Educação Permanente em Saúde pode ser definida como o processo educativo que coloca o cotidiano do trabalho em saúde sob análise, e que se caracteriza pelas relações concretas que operam realidades, levando à construção de espaços coletivos em prol da reflexão e avaliação de sentido dos atos produzidos no dia a dia”, explicou o Renovato.
O emprego dessa estratégia, segundo o pesquisador, foi utilizado como um recurso de qualificação da Atenção Primária de Saúde no Estado de Belo Horizonte por meio de oficinas de Qualificação da Atenção Primária. Essas oficinas serviram de instrumento para fortalecer Estratégia de Saúde da Família (ESF).
Em Dourados, a pesquisa pretende elaborar, implementar as ações de educação permanente como, por exemplo, oficinas educativas e uso racional de medicamentos, para avaliar claramente o impacto dessa estratégia em busca de melhorar e transformar as práticas em saúde. A pesquisa encontra-se em andamento.