| Em 04/02/2019

Secretaria de C&T e Fapesq reúnem o setor produtivo da cachaça para discutir a qualificação do produto na Paraíba

O setor produtivo da cachaça paraibana se reuniu na manhã da quarta-feira (30), no Centro de Treinamento do Sebrae, João Pessoa, com representantes do Governo do Estado, através da Secretaria Executiva de Ciência e Tecnologia, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq), pesquisadores e o Sebrae, para discutir um tema de suma importância para a qualificação do produto no estado. O chefe do escritório regional do Inpi-PE (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), Eduardo Bemfica, proferiu a palestra “Indicação Geográfica e Marcas Coletivas de Cachaças” e falou sobre a importância da indicação geográfica para o reconhecimento das cachaças produzidas na Paraíba.

O secretário executivo de Ciência e Tecnologia do Estado, Claudio Furtado, disse que o objetivo do evento foi atender a uma demanda do setor produtivo, que juntamente com a comunidade científica e o governo do estado estão discutindo a questão da criação de uma indicação de procedência da cachaça da Paraíba para valorizar mais o produto, para ganhar escala global. O secretário anunciou a criação de um curso técnico de produção de cachaça, no município de Bananeiras.

De acordo com o presidente da Fapesq, Roberto Germano, o novo curso técnico (pioneiro no Brasil) faz parte de uma agenda de compromissos do Governo do Estado, para fortalecer a cadeia produtiva da cachaça paraibana. Ele reforçou o interesse da Fapesq com o desenvolvimento tecnológico de melhoria da cachaça paraibana, para isso está trabalhando na elaboração do plano para o selo de qualidade da cachaça produzida no estado.

A cachaça do Estado da Paraíba é considerada a melhor cachaça branca produzida no Brasil, de acordo com Múcio Fernandes. Segundo ele, a Paraíba possui uma capacidade instalada de produzir mais de 20 milhões de litros de cachaça de alambique por ano.

O especialista do Inpi-PE, Eduardo Bemfica, ressaltou a importância das indicações geográficas para o reconhecimento das cachaças da Paraíba. Ele falou sobre a diferenças e os critérios para se obter o selo de Indicação de Origem e de Marca Coletiva para a cachaça. Ambos os selos agregam valor ao produto. “Agrega valor principalmente na hora da comercialização do produto, nacionalmente e internacionalmente”, destacou.

Fonte: Ascom Fapesq.

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