Mario Neto, presidente da FAPEMIG (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais) abriu a sessão que reuniu hoje (3) presidentes de FAPs (Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa) em Florianópolis. O encontro desta quarta-feira veio na esteira de dois dias de trabalho no Il Campanario Resort, onde consultores ad hoc analisaram propostas previamente qualificadas na primeira chamada pública do Fundo Newton, criado pelo governo britânico para fomentar a pesquisa em países emergentes.
No Brasil, a primeira entidade a operar o Fundo Newton foi o CONFAP (Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa). O Conselho já lançou duas chamadas, inicialmente com o Conselho de Pesquisa do Reino Unido (sigla em Inglês RCUK). “O Fundo Newton começou com três pilares, sendo que um deles, o da pesquisa, é o que está sendo tratado aqui. Dezenove FAPs entraram na primeira rodada dos projetos. Quando lançamos a chamada, tivemos uma surpresa que foram submetidos 318 projetos, algo que nunca poderia ter sido imaginado. Feita a primeira filtragem (elegibilidade, adesão ao edital, etc.), sobraram 217. Esse conjunto teve um novo processo de seleção, em que a nota era igual ou maior que 4,5. Cada proposta foi avaliada novamente por nossos brilhantes colegas (os consultores ad hoc) e pareceristas, reunidos num hotel em Londres, que fizeram o ranqueamento destas propostas e nós vamos trabalhar em cima disso”, disse Mario Neto, coordenador do Grupo de Trabalho Cooperação Internacional do CONFAP.
“Cada proposta foi exaustivamente discutida. Ao final da avaliação estou convencida de que tudo foi extremamente bem feito e acredito que as FAPs que apostarem nessas propostas que receberam acima de 7 certamente terão retorno bem positivo,” diz a parecerista Vania Paschoalin.
Crime transnacional
Está dando tão certo a parceria entre o CONFAP e o governo britânico que no encontro em andamento a inglesa Samantha Riches propôs dar continuidade às ações bilaterais. “Gostaríamos de apresentar 3 propostas. Uma delas seria a Pesquisa colaborativa, ou seja, projetos conjuntos de 3 anos em áreas como transformações urbanas (para tornar as cidades mais saudáveis); alimentos, energia, água e meio ambiente; desenvolvimento econômico e reforma de bem-estar e duas novas áreas: resistência anti-microbiana e crime organizado transnacional”, disse Samantha (originalmente em inglês).
Ela apresentou 2 outras propostas nesta tarde, no fórum que o CONFAP promove, juntamente com o CONSECTI (Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação ), com apoio da FAPESC (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina). Elas serão debatidas na sexta-feira (5), antes do encerramento do evento.
Fonte: Assessoria de Imprensa do CONFAP
