| Em 09/05/2016

Pesquisadores capixabas têm artigo publicado em revista internacional

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) publicou recentemente um artigo científico em uma das mais renomadas revistas científica do mundo: a Plos Neglected Tropical Diseases. Com o título “Diseases Neglected by the Media in Espírito Santo, Brazil in 2011–2012”, o material está disponível desde o dia 26 de abril na página oficial da revista. O artigo trata de doenças midiaticamente negligenciadas pela imprensa do Estado.

Entre os autores estão os pesquisadores do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Ufes (PPGSC/Ufes), Aline Guio Cavaca, Tatiana Breder Emerich, Edson Theodoro dos Santos-Neto, Adauto Emmerich Oliveira e Paulo Vasconcellos-Silva, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ESNP/Fiocruz). O artigo apresenta os resultados da pesquisa “Doenças Midiaticamente Negligenciadas”: cobertura e invisibilidade de temas sobre saúde na mídia impressa do Espírito Santo, realizado no âmbito do Programa de Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (PPSUS-FAPES).

[cml_media_alt id='8729']Foto Pesquisadores capixabas têm artigo publicado numa das principais revistas de saúde do mundo[/cml_media_alt]

As Doenças Midiaticamente Negligenciadas (DNMs) são aquelas que apresentam pouca ou nenhuma visibilidade midiática frente à sua relevância social e epidemiológica. No estudo, as doenças negligenciadas pela mídia foram identificadas por meio da comparação entre os problemas de saúde mais importantes para a população do Espírito Santo, do ponto de vista epidemiológico (valor-saúde) e a cobertura pela mídia impressa. Além disso, foram ouvidos os principais jornalistas envolvidos na divulgação de temas de saúde nos meios de comunicação do estado.

As patologias relacionadas à pobreza, como a tuberculose, a hanseníase, a esquistossomose, a leishmaniose e o tracoma, conforme mostra o artigo, foram identificadas como as principais DMNs. As doenças que apresentaram surtos no período, como a coqueluche e a meningite, algumas neoplasias, afecções respiratórias, doenças isquêmicas do coração e cerebrovasculares, também se mostraram pouco abordadas pelos jornais impressos estudados. Por outro lado, dengue, AIDS, diabetes, neoplasias de mama, próstata, traqueia, brônquios e pulmões apresentaram uma ampla cobertura no período, reafirmando a tradição da evidenciação midiática dessas doenças.

Os autores chamam a atenção para negligência midiática e suas razões. A visibilidade midiática atua como dispositivo de legitimação de prioridades e de contextualização das diversas realidades. Enquanto, os interesses político-econômicos hegemônicos dos jornais, a sua linha editorial e a rotina organizacional das redações, estão dentre as pricipais razões para a negligência midiática.

O estudo destaca a extrema importância que os distintos problemas de saúde identificados entrem na agenda pública e passem a ser reconhecidos como demandas legítimas. “A cobertura da mídia deve minimamente promover o debate público sobre temas de interesse, supondo que o direito à informação é inseparável do direito à saúde, e ainda deve garantir o fornecimento de informações para aumentar a participação pública na construção da consciência crítica de saúde e estimular a participação social na gestão dos sistemas de saúde pública”, afirmou Aline Cavaca, primeira autora do artigo.

A revista especializada Plos Neglected Tropical Diseases publica pesquisas dedicadas à patologia, epidemiologia, prevenção, tratamento e controle das doenças tropicais negligenciadas (DTN), bem como políticas públicas relevantes para este grupo de doenças.

Para ler o artigo na íntegra, acesse:

http://journals.plos.org/plosntds/article?id=10.1371/journal.pntd.0004662

 

 

Fonte: Lucyano Ribeiro – Assessoria de Comunicação Fapes/Secti

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