| Em 04/01/2026

Pesquisa do NAPI Emergências Climáticas cria ferramenta que ajuda a prever impactos do clima

(Foto: Divulgação)

O estudo que resultou no desenvolvimento de uma ferramenta inovadora para orientar a escolha das projeções climáticas mais adequadas a diferentes abordagens científicas sobre as mudanças do clima, desenvolvido pelo pesquisador Luiz Fernando Esser, do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Emergências Climáticas, conquistou o segundo lugar no Prêmio Jovem Cientista, na categoria Mestre/Doutor, concedido pelo CNPq.

O trabalho integra uma iniciativa financiada pela Fundação Araucária, voltada ao enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas por meio da inovação e da pesquisa interdisciplinar.

“Desenvolvi uma metodologia que torna o uso das projeções climáticas muito mais acessível. Conseguimos reduzir em cerca de 80% o tempo de processamento, mantendo mais de 90% da precisão em relação às abordagens tradicionais amplamente utilizadas, como as do IPCC. Isso amplia significativamente a capacidade de aplicação dessas ferramentas em diferentes estudos e políticas públicas”, explica o pós-doutorando do Programa de Pós-graduação em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais da UEM, Luiz Fernando Esser.

Trata-se de uma pesquisa que impacta diretamente os três pilares da ciência do clima: detecção, mitigação e adaptação. “O trabalho visa contribuir para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas por meio da conservação da natureza, mas seus resultados alcançam uma gama muito mais ampla de aplicações, como manejo de recursos hídricos, resiliência de infraestruturas, produtividade agrícola e disseminação de doenças vetoriais, entre outras áreas estratégicas”, destaca o pesquisador.

O projeto é supervisionado pela professora Dayani Bailly (UEM), em parceria com os pesquisadores Marcos Robalinho (UEL) e Reginaldo Ré (UTFPR – Câmpus Campo Mourão). O reconhecimento nacional evidencia o impacto direto dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs), especialmente em temas estratégicos e urgentes, como a emergência climática.

“As tecnologias e conhecimentos produzidos pelo NAPI Emergências Climáticas oferecem subsídios diretos para políticas públicas, gestão ambiental, planejamento territorial e ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. A conquista do Dr. Luiz Fernando Esser não é apenas um reconhecimento individual, mas reafirma o papel essencial dos NAPIs na produção de ciência de alto impacto social e econômico. Agradecemos à Fundação Araucária pelo apoio fundamental à pesquisa em rede e ao fortalecimento da ciência e da inovação no Paraná”, diz a professora Dayani Bailly.

A pesquisa, desenvolvida no âmbito do NAPI Emergência Climática, integra diferentes áreas do conhecimento e avança na modelagem dos impactos das mudanças do clima sobre a biodiversidade. “Ao tornar as projeções mais acessíveis e eficientes, a metodologia permite que gestores públicos e pesquisadores utilizem essas ferramentas no monitoramento ambiental, além de fortalecer a colaboração entre grupos de pesquisa”, reforça o biólogo e professor da UEL Marcos Robalinho.

O cientista da computação Reginaldo Ré, destaca que a transformação digital é hoje uma aliada essencial da conservação da biodiversidade e do enfrentamento da emergência climática. “O prêmio conquistado por Luiz Esser reconhece um trabalho de excelência, publicado na Global Change Biology, e mostra a força da interdisciplinaridade entre computação e biologia. A ferramenta chooseGCM dá mais precisão às projeções climáticas aplicadas à conservação ambiental”, enfatiza.

Fonte: Fundação Aracuária (Por: Ascom F.A.)

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