| Em 16/05/2025

Pesquisa apoiada pela Fapesq destaca a importância em refletir e agir contra o racismo na infância

(Foto: Divulgação)

Projeto de pesquisa da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) mapeou, analisou e propôs caminhos para o enfrentamento do racismo nas práticas educativas voltados, sobretudo, à formação de profissionais da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental, no estado da Paraíba. A pesquisa integrou o Programa Primeiros Projetos – PPP, com apoio do Governo do Estado por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa da Paraíba (Fapesq), coordenado por Diego dos Santos Reis, prof. Dr do Departamento de Fundamentação da Educação, do Centro de Educação da UFPB.

A pesquisa se desenvolveu entre 2021 e 2024 e resultou em diagnósticos, produções científicas e materiais educativos que impactam diretamente a formação de docentes e profissionais de instituições públicas de educação do estado.

O projeto inseriu-se no contexto mais amplo de uma série de pesquisas sobre a formação de professores/as em consonância ao disposto pela Lei Federal 10.639/03, que tornou obrigatório o ensino de cultura e história afro-brasileiras nas redes pública e privada do país. Com objetivo de acompanhar as reflexões impulsionadas pela promulgação da Lei e as estratégias mobilizadas para sua efetivação, bem como de subsidiar o debate acerca da Educação das Relações Étnico-raciais (ERER), procedeu-se, inicialmente, o levantamento da produção científica relativa ao racismo e à ERER, especialmente direcionada às infâncias, a fim de caracterizar o conjunto de trabalhos desenvolvidos no estado da Paraíba sobre as temáticas em tela na área da Educação nos últimos 20 anos.

A partir do balanço quantitativo e dos quadros elaborados, foram discutidos os desafios a serem enfrentados na formação docente e no desenvolvimento de práticas educativas antirracistas voltadas às infâncias paraibanas, a fim de construir referenciais para abordagem da temática étnico-racial na Educação Infantil e nos anos inicias do Ensino Fundamental.

De acordo com o pesquisador Diego Reis, a motivação do projeto foi ancorada no reconhecimento da urgência em enfrentar o racismo desde os primeiros anos da formação, considerando, especialmente, as lacunas de uma formação inicial e continuada que tratem das temáticas com mais densidade e implicação pedagógica. A pesquisa foi desenvolvida no Centro de Educação da UFPB, com apoio de professores/as, pesquisadores/as e estudantes de graduação e pós-graduação, membros/as do Travessias – Grupo de Pesquisa em Filosofia e Educação Antirracista (CNPq/UFPB). O trabalho incluiu revisão de literatura, análise documental e a elaboração de uma cartilha educativa, voltada à formação continuada de educadoras/es da rede pública de João Pessoa.

O projeto resultou em oficinas, apresentações e produção científica diversa, contribuindo fortemente para práticas educativas transformadoras. A pesquisa foi apresentada em eventos científicos e dialogou com ações formativas da Secretaria de Educação de João Pessoa. Como resultados, destacam-se o diagnóstico das práticas escolares antirracistas na Paraíba; a publicação de artigos em periódicos e capítulos de livros; a distribuição de 500 exemplares da cartilha educativa, com impacto direto na formação docente; o fortalecimento do intercâmbio entre universidade e sociedade.

A relevância do projeto se explicitou tanto na ampliação da produção do conhecimento científico quanto em sua aplicação prática, ao contribuir para uma formação crítica e antirracista de profissionais da educação do estado, destacou Diego. A pesquisa resultou na criação de uma biblioteca antirracista, com mais de 200 livros que abordam a temática da educação das relações étnico-raciais, subvencionada pela Fapesq.

Segundo afirmou o coordenador do projeto, o apoio da Fapesq foi fundamental para a viabilidade do projeto. A pesquisa recebeu R$ 20 mil, que possibilitou a aquisição de materiais essenciais, estrutura de apoio à equipe e a produção dos materiais pedagógicos necessários à pesquisa. “O investimento garantiu que os objetivos propostos fossem alcançados com qualidade e profundidade, gerando resultados com impactos concretos na pesquisa e na educação paraibanas”, enfatizou Diego.

Fonte: FAPESQ (Por: Ascom Fapesq)

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