| Em 07/08/2024

Paraná integra rede de pesquisa que permitirá identificar pessoas com maior risco de desenvolver doenças como o câncer

(Foto: Equipe NAPI Genômica)

O Governo do Paraná, por meio da Fundação Araucária, está investindo R$ 2,1 milhões em um estudo realizado por pesquisadores do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Genômica que integra o Projeto Nacional Genomas SUS. O objetivo é, a partir do sequenciamento genético de uma parcela da população, identificar características que possibilitem apontar a tendência para futuras doenças como câncer, doenças neurológicas e cardiovasculares.

Integram o Projeto Genoma SUS, do Ministério da Saúde, oito centros de pesquisa em seis estados, sendo dois do Paraná: em Guarapuava onde o recurso estadual está sendo investido, com atividades desenvolvidas na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em parceria com o Instituto para Pesquisa do Câncer (Ipec), e em Curitiba, no Instituto Carlos Chagas (ICC) vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O Paraná foi escolhido para integrar à rede nacional por já desenvolver um trabalho voltado à medicina de precisão, desde 2023 em Guarapuava, por meio do Projeto Genomas Paraná. A iniciativa, que já teve o investimento de R$ 3,3 milhões por parte do Governo do Estado, reúne pesquisadores das universidades estaduais do Centro-Oeste (Unicentro) e de Ponta Grossa (UEPG), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), do Instituto para Pesquisa do Câncer (Ipec), e do NAPI Genômica.

 “O apoio da Fundação Araucária foi fundamental porque tínhamos toda a base montada deste grande programa que é o Genomas Paraná, que nos permitiu ser inseridos na rede Genomas SUS. Importante enfatizar que entre todos os centros o nosso era o que estava mais adiantado do ponto de vista de coleta de amostras e entrevistas”, ressalta o coordenador do centro de pesquisa em Guarapuava e professor da Unicentro, David Livingstone.

Segundo o pesquisador, fazer parte da rede nacional tem permitido grandes avanços nos estudos como a padronização de procedimentos, capacitação e o aporte de mais recursos. “O sequenciamento destas amostras é muito caro. Cada sequenciamento gira em torno de R$ 3 mil a R$ 4 mil. Fora o investimento em bolsas do Ministério da Saúde somados aos pagos pela Fundação Araucária, e investimento na estruturação para desenvolvimento da pesquisa”, destaca David Livingstone.

(Foto: Equipe NAPI Genômica)

Projeto Genoma SUS

O Projeto Genoma SUS, pretende desenvolver um banco de dados a partir do genoma sequenciado de 21 mil brasileiros, neste primeiro ano, sendo que 10% destas amostras serão em Guarapuava, no Paraná vinculado ao NAPI Genômica, e a proposta é em três anos realizar a análise de cerca de 80 mil amostras.

Os demais locais de pesquisa estão instalados no Pará (em Belém, na Universidade Federal do Pará), Pernambuco (em Recife, na Fundação Oswaldo Cruz/Instituto Aggeu Magalhães), Rio de Janeiro (na Universidade Federal do Rio de Janeiro); Minas Gerais (em Belo Horizonte na Universidade Federal de Minas Gerais); e no estado de São Paulo (em Ribeirão Preto e na capital, em ambas as cidades nos câmpus da USP).

Os centros de pesquisa são responsáveis por fazer a coleta das amostras, sequenciamento do genoma completo, análise dos dados e organizar a biblioteca com as informações.

Os pesquisadores esperam identificar variantes associadas com fenótipos de relevância clínica e transferir os dados gerados para contribuir com o banco de dados genômicos da população brasileira, a ser criado pelo Programa Genomas Brasil do Ministério da Saúde.  Essas informações guiarão a implementação da saúde baseada em genômica (saúde de precisão) no SUS.

“Desta forma os dados genômicos gerados no projeto permitirão identificar pessoas com maior ou menor risco para desenvolverem doenças, auxiliar na definição das melhores opções de tratamento e identificar possibilidades terapêuticas, baseadas na constituição genômica da população brasileira”, completa o coordenador de centro paranaense que integra o Genoma SUS.

Fonte: Fundação Araucária (Por: Ticiane Barbosa/ Ascom Araucária)

Agência de Notícias do CONFAP

Leia também

Em 25/02/2026

Governo de Santa Catarina e UFSC inauguram o primeiro laboratório da Rede Catarinense de Robótica, com investimento de R$ 2,5 milhões

A consolidação de uma infraestrutura científica de alto nível marca um novo momento para a robótica no estado, com a criação de uma rede que integra diferentes regiões, fortalece a pesquisa de ponta e já demonstra potencial de aplicação em ações conjuntas com forças de segurança e órgãos de fiscalização. Em Santa Catarina, essa iniciativa […]

Em 25/02/2026

Governo do Pará financia criação da primeira estação de recarga para carros elétricos feita 100% de fibras amazônicas

Um projeto inovador e sustentável, voltado à bioeconomia amazônica, utiliza insumos naturais vegetais da região em 100% de sua estrutura. Com financiamento do governo do Estado, por meio da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), a proposta contemplada no âmbito do programa Centelha II, substitui materiais sintéticos e metálicos, usualmente empregados no […]

Em 25/02/2026

Facepe adere a acordo com o Belmont Forum e amplia participação de Pernambuco em redes internacionais de pesquisa oceânica

A Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) aderiu a um Acordo de Cooperação Técnica com o Belmont Forum, ampliando a inserção de Pernambuco em redes internacionais de pesquisa voltadas a desafios globais estratégicos. Por meio desse acordo, a Facepe participa da chamada Ocean II – Towards the Ocean We […]

Em 25/02/2026

FAPEMA lança edição especial da Revista Inovação

Está no ar a edição especial da Revista Inovação dedicada à divulgação científica e à popularização da ciência produzida no estado do Maranhão. O periódico, produzido pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), reúne 40 reportagens que traduzem pesquisas, projetos e trajetórias de pesquisadores vencedores do Prêmio […]