Uma comissão de especialistas brasileiros e europeus encerrou nesta quarta-feira (31), em Brasília, a análise dos projetos da 4ª Chamada Coordenada Brasil-União Europeia em TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação). Foram 50 propostas apresentadas nas áreas de Internet das Coisas (IoT), 5G e Computação em Nuvem. O resultado final deve ser divulgado dentro de um mês, após a apreciação dos aspectos regulatórios e legais pelos dois entes.
Serão escolhidos seis projetos de consórcios formados por institutos de pesquisa, universidades e empresas nacionais e europeias. Serão investidos, ao todo, 16 milhões de euros, o equivalente a R$ 52 milhões. O objetivo da chamada é promover a pesquisa e o desenvolvimento em áreas de interesse comum. O edital brasileiro foi lançado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) junto com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).
Para o secretário de Política de Informática do MCTIC, Maximiliano Martinhão, esta edição da chamada trouxe projetos promissores e de interesse estratégico para o Brasil e os países europeus. “No 5G, por exemplo, temos um trabalho focado na cobertura de internet em áreas de baixa densidade populacional. Na área de Internet das Coisas, temos soluções para o problema da falta de água. São projetos de pesquisa que vão trazer respostas concretas a problemas reais desses países”, disse.
O chefe da delegação da União Europeia no Brasil, embaixador João Cravinho, afirmou que a realização das chamadas vem reforçando as relações entre Brasil e Europa e traz novas oportunidades para o futuro. “União Europeia e Brasil criaram os hábitos do trabalho conjunto e isso augura bem para o futuro, o que nos abre muitas portas. O objetivo da chamada é criar novas oportunidades e fazer isso em conjunto reforça nossas relações”, destacou.
Já o diretor do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologias Digitais para Informação e Comunicação (CTIC), da RNP, Lisandro Granville, ressaltou que as chamadas anteriores têm alcançado bons resultados. “Um dos projetos de Computação em Nuvem da chamada anterior permitiu que especialistas brasileiros interagissem com os especialistas europeus. As pesquisas científicas que eles produziram foram divulgadas em congressos da área, periódicos, e isso se repetirá, com certeza, nessa edição”.
As chamadas coordenadas Brasil-União Europeia começaram em 2010 e já somaram investimentos de 25 milhões de euros. Entre os projetos apoiados estão biossensores para detecção de doenças tropicais, uma plataforma para compartilhamento de dados de biodiversidade e sensores usados na linha de produção de indústrias automobilísticas.
Fonte: MCTIC.