| Em 29/09/2017

Ministro ressalta esforço da diplomacia para internacionalizar a ciência brasileira

No momento de retomada do crescimento, é crucial fazer convergir as ações no campo da ciência e tecnologia e da diplomacia brasileira para a construção de canais de relacionamento com os mais diferentes países. A declaração foi feita pelo ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, nesta quinta-feira (28), na abertura do 1º Seminário sobre Diplomacia e Inovação Científica e Tecnológica, realizado pelo MCTIC em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

“Temos uma comunidade científica e de pesquisa e inovação com muito a mostrar. Produz-se muito em nosso país, pesquisa de ponta, com efetividade e valor real para a sociedade brasileira e também para o mundo”, disse o ministro.

Kassab também ressaltou que a ciência é internacional e tem necessidade de cooperação em numerosas áreas para que a inovação produza resultados. Reconheceu ainda os esforços da diplomacia brasileira para promover a internacionalização da ciência brasileira.

O ministro citou algumas iniciativas de cooperação internacional já empreendidas pelo MCTIC destacando que, na Espanha, garantiu o lançamento de um cabo submarino para o setor de telecomunicações. Em Portugal, o ministério fechou acordos para ampliar a pesquisa em oceanos, enquanto retomou o diálogo com a Argentina nas áreas de nanotecnologia, biotecnologia e inovação industrial e a troca de informações em pesquisas para enfrentar o vírus zika.

“A cooperação internacional tem caráter decisivo e poderá garantir a mobilidade de pesquisadores, as publicações em coautoria, as grandes infraestruturas de pesquisa e o gerenciamento da enorme quantidade de dados que os experimentos científicos têm produzido”, ressaltou Kassab.

Segundo ele, será criada uma comissão com representantes do MCTIC e do MRE para coordenar e aprimorar a atuação internacional do Brasil na área de ciência, tecnologia e inovação. “Esse esforço de coordenação terá condição de identificar problemas e soluções. Há bastante trabalho pela frente e há, sobretudo, ânimo e vontade política para encontrar os caminhos viáveis para o desenvolvimento.”

Colaboração
Para o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, existe um legado de estreita colaboração entre diplomacia e ciência e tecnologia no Brasil. Segundo ele, esse legado está estruturado no entendimento de que a pesquisa e o conhecimento produzido estão na base das transformações mundiais e na permanente observação do cenário internacional para orientar as políticas nacionais de pesquisa e desenvolvimento. Além disso, a cooperação entre ciência e diplomacia permite a compreensão de que a defesa das riquezas nacionais só pode ser promovida por meio do desenvolvimento da capacidade tecnológica do país.

Aloysio Nunes alertou que o Brasil enfrenta hoje o desafio de incrementar a sua competitividade para se inserir em uma economia internacional cada vez mais dinâmica. Para ele, sem uma ampla integração econômica, sem a inserção do país na economia internacional, a produtividade não se desenvolve e quem sofre é o consumidor. O ministro também defendeu uma ampliação das parcerias internacionais. Como exemplo, citou a Coreia do Sul e países do sudeste asiático, como Malásia, Cingapura e Vietnã. “Esses países fazem parte de um bloco que deverá ser a quinta maior economia do mundo em 2020. Eles estão inovando, se modernizando e estão ansiosos por aprofundar uma parceria com o Brasil e com a América do Sul.”

Marco
O presidente da Academia Brasileira de Ciências, Luiz Davidovich, defendeu que o seminário seja um novo marco para a política externa brasileira e para o desenvolvimento da ciência no país. Ele reforçou que a relação entre diplomacia e ciência embasa objetivos de política externa com aconselhamento científico, em questões como energia nuclear e clima, facilita a cooperação internacional e contribui para melhorar a relação entre os países.

Davidovich explicou que há problemas que requerem soluções globais, entre eles a segurança alimentar, o abastecimento de água e energia, o envelhecimento da população e as mudanças climáticas. “A comunidade científica colabora, além de fronteiras nacionais, em problemas de interesse comum, motivando alianças não tradicionais que podem ajudar na resolução de conflitos.”

O presidente da ABC também apontou os principais desafios para a ciência e a diplomacia do Brasil. “A Amazônia Legal tem uma riqueza fantástica em termo de biodiversidade. Essa região demanda um programa prioritário nacional. É preciso desenvolver tecnologia para fazer uma exploração sustentável da Amazônia mantendo a floresta em pé.”

Fonte: MCTIC.

Leia também

Em 11/03/2026

Projeto apoiado pela Fapt é selecionado em programa nacional de empreendedorismo feminino

Um projeto desenvolvido no Tocantins foi selecionado entre as 50 iniciativas escolhidas na categoria Tração do programa Empreendedoras Tech, voltado a mulheres que lideram negócios inovadores de base tecnológica. A proposta conta com apoio do Governo do Tocantins, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt), dentro das ações do Programa Centelha 2 […]

Em 11/03/2026

Edital Fapesb, Secti e IEL incentiva fixação de pesquisadores em empresas baianas

Ampliar a presença de pesquisadores no ambiente empresarial e transformar conhecimento científico em soluções concretas para o setor produtivo são os principais objetivos do Edital Fixação de Profissionais de P&D no Ecossistema Produtivo Baiano, lançado nesta segunda-feira (2), em Salvador. A iniciativa é resultado de uma articulação entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do […]

Em 11/03/2026

FAPDF lança Programa Deep Tech com R$ 9,8 milhões para transformar pesquisa científica em negócios no Distrito Federal

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) lança o Programa Deep Tech FAPDF, a nova iniciativa estratégica da Fundação voltada à criação e aceleração de negócios de base científico-tecnológica deep tech no Distrito Federal. Com investimento total de R$ 9,8 milhões, o programa busca transformar projetos científicos em startups deep tech de […]

Em 11/03/2026

Funcap lança edital 04/2026 – Mulheres Empreendedoras

A Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), órgão vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), informa o lançamento do edital 04/2026 – Mulheres Empreendedoras. Com investimento total de R$ 1 milhão, a iniciativa busca ampliar a participação feminina na área de inovação, promovendo projetos com potencial de impacto […]

Em 09/03/2026

Funcap lança edital 03/2026 do Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos

A Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), órgão vinculado à Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), informa o lançamento do edital 03/2026 – Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos, que tem como objetivo apoiar congressos, simpósios, seminários, ciclos de conferências e outros similares relacionados à ciência, à […]

Em 11/03/2026

Pesquisadores na Coppe/UFRJ e na UFRRJ desenvolvem biossensor eletroquímico para diagnóstico de doenças

Pesquisadores do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), em parceria com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), desenvolveram um biossensor eletroquímico inovador para a detecção precoce de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer e o Parkinson. Com filamentos feitos a partir de ferramentas computacionais, […]