“Percebemos que no mercado da construção civil, por mais realistas que as imagens geradas por computação gráficas sejam, elas são só imagens, fotos ou vídeos, distantes da nossa realidade”. A constatação é do jovem empreendedor Bruno Pinheiro, da Wave – Estúdio de Realidade Virtual, para explicar sua motivação para desenvolver o projeto inovador “Apartamento Decorado Virtual”.
O referido projeto chega ao mercado para agregar valor às tecnologias já existentes nas maquetes digitais, a exemplo das imagens foto-realísticas e dos passeios virtuais, ou apenas para complementar os mesmos produtos básicos do concorrente. De acordo com o empreendedor, ele concorre diretamente com dois tipos de apartamentos decorados: aquele montado depois de pronto e o decorado, que é montado em uma área construída simulando o apartamento a ser vendido. Para Bruno Pinheiro, “em ambos os casos o gasto com móveis e eletrodomésticos reais é muito grande, podendo variar de 80 a 400 mil de acordo com os arquitetos consultados”.
Alinhado às necessidades do mercado, sobretudo nesse momento de crise, o “Apartamento Decorado Virtual” da Wave pode ser exposto em shopping centers, feiras de imóveis, centrais de vendas e imobiliárias. “Ele faz com que o cliente da construtora sinta-se dentro do imóvel a ser construído, através de uma cabine com óculos virtual e fone de ouvido que possibilita uma visita virtual imersiva. Dessa forma, o comprador pode escolher em qual cômodo quer estar no apartamento e ter uma visão 360 graus do mesmo, pode inclusive ter acesso aos tipos de plantas e decorações disponíveis e ver as diferenças entre elas, presencialmente” , explicou Bruno. “O produto permite inclusive que o cliente possa pedir que o apartamento comprado já venha decorado, com móveis planejados, conforme escolhido na realidade virtual” acrescentou. Além do mais, a possibilidade que o cliente tem em optar entre pagar alto e ter um apartamento decorado real, ou pagar metade do preço ou menos e ter um decorado virtual imersivo é um diferencial bastante atrativo.
Para se ter uma ideia, a construção de edifícios – que é onde mais se solicita os serviços de maquetes eletrônicas – se manteve como o setor que mais contribuiu para o crescimento do valor corrente (R$ 153,2 bilhões) das incorporações, obras e/ou serviços, com participação de 42,8% do total em 2013. “Apresentamos um produto de melhor custo/benefício, focado na qualidade e inovação que permite ao cliente estar, navegar e interagir com a realidade virtual da forma mais realística possível”.
Tecnicamente, a Wave desenvolve um ambiente virtual, através de um conjunto de softwares, transformando-os em um jogo 3D. “No momento em que o ambiente deixa de ser “estático” e vira jogo, inserimos interatividade e, com isso, conferimos poder nas mãos do usuário. A partir daí ele pode escolher para onde olhar, qual detalhe quer ver, por onde quer andar. Se quer ficar no sofá assistindo TV, ou se quer ir na varanda admirar a vista, alguns com certeza serão minuciosos e visitarão os banheiros” detalhou.
“No apartamento decorado virtual temos a opção de colocar, digitalmente, a vista da janela ou varanda real, filmada através de drones, de cada andar, uma possibilidade inexistente no decorado real. Além da experiência maravilhosa de estar em um mundo virtual e poder ver as diferentes plantas possíveis do imóvel e algumas opções de decoração que permitam até serem escolhidas durante a compra do imóvel” pontuou.
Em resumo, colocar o cliente dentro de um universo virtual, totalmente animado, pode fazer toda a diferença antes da decisão de compra. É a constatação de que a inovação e a interatividade podem se aliar para alavancar as vendas das construtoras/arquitetos, além de promover a redução de custos, necessários na construção do apartamento decorado.
Sobre a Wave – Estúdio de Realidade Virtual – trata-se de uma startup apoiada pela Incubadora Tecnológica de Campina Grande (ITCG), sediada na Fundação Parque Tecnológico da Paraíba. A empresa atua no desenvolvimento de maquetes e passeios virtuais foto-realísticos.
Fonte: Edna Ferreira – Canal Nossa Ciência