| Em 24/06/2024

Fapespa e Swissnex Brasil apresentam primeiras ações para desenvolver o programa nexBio Amazônia

(Foto: Divulgação/ Fapespa)

A Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), em colaboração a Swissnex no Brasil, apoia a iniciativa para aproximar startups suíças e brasileiras, em especial as sediadas no Pará, que pretendem implementar soluções práticas e de rápida execução para robustecer a sustentabilidade das cadeias de produção já existentes na Amazônia. Para estreitar ainda mais esse trabalho, representantes dessas instituições estiveram reunidos, na tarde de quarta-feira (5), na sede da Fundação, em Belém.

O Projeto NexBio Amazônia faz parte do Programa Suíço-Brasileiro de Inovação para Bioeconomia e a Swissnex é uma a rede global da Confederação Suíça que opera para conectar parceiros, projetos e iniciativas em educação, pesquisa e inovação.

“Então após um rico debate chegamos, basicamente, em quatro cadeias amazônicas, do Pará, que pudessem ser trabalhadas como prioridade, que são do cacau e cupuaçu, de óleos, num amplo espectro dos óleos da região, pescado e produtos florestais não madeireiros. Ao chegar neste resultado, que é apenas um norte para que as startups suíças, brasileiras – paraenses –, selecionadas para o programa, possam juntas, após um período de imersão na região amazônica, trabalhar no desenvolvimento de potenciais soluções, com seus conhecimentos, para que consigam tirar novos produtos e resolver problemas dessas quatro cadeias produtivas para que se impulsione, o desenvolvimento sustentável e socioeconômico da região”, esclarece o diretor científico da Fapespa Deyvison Medrado.

Parceria – Em novembro de 2023 a Swissnex Brasil, com colaboração da Fapespa, realizou o “Workshop de Cocriação do Projeto NexBio Amazônia”, que reuniu lideranças dos setores público, privado, universidades, sociedade civil organizada, oportunidade na qual discutiram desafios e propostas para a área de biodiversidade e bioeconomia na região amazônica.

Entre as 24 instituições que participaram do workshop de cocriação do NexBio, estão o Museu Paraense Emílio Goeldi, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), Instituto Peabiru, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e a Universidade do Estado do Pará (Uepa).

Cadeias amazônicas – Um dos objetivos do Workshop de 2023 foi para os participantes discutirem e indicassem cadeias de valor amazônicas, prioritárias, para serem trabalhadas, no edital lançado pela Swissnex Brasil. Após o processo seletivo das startups, deu-se início a este segundo momento do programa, que consistiu em uma reunião de feedback as Instituições participantes do Workshop de 2023, realizado nesta quarta-feira, 05 de junho, relembra o diretor Científico da Fapespa, Deyvison Medrado.

Nessa perspectiva, mencionada acima, não faltarão desafios e problemas, se considerarmos alguns mencionados pelos representantes das universidades, já nesta segunda rodada do programa, a começar por um fator crítico e histórico na Amazônia, que é a logística. Outros levantados para a reflexão do grupo foram a “negociação dos preços” dos produtos de origem florestal, em especial na área dos cosméticos, um “negócio sempre desigual com os pequenos produtores”, lembrou um pesquisador.

Como enfrentar a questão pelo “pagamento dos chamados serviços ambientais”. Outra questão levantada nessa ótica foi sobre “o custo operacional e financeiro” do que ficará para as comunidades, na “cadeia coletor-produtor-atravessador”, também um desafio histórico com nuances socioeconômicas e “injustiça” para os coletores. Por fim, um outro problema, não menos preocupante, levantado na reunião, foi a relevância de uma comunicação acertada e uma eficaz integração dos comunitários.

Imersão e comunidades – Para a fase de imersão no cotidiano das comunidades e dinâmica das florestas o grupo discutiu e sugeriu, preliminarmente, que localidades podem ser visitadas no final deste mês de junho no estado. De acordo com as características das quatro cadeias já selecionadas, foram apontadas como possibilidades de locais para atividades do programa: Ilha de Cotijuba, Ilha do Combu, região da capital paraense; município de Altamira, sudoeste do estado e município de Santarém, oeste paraense; locais sugeridos de acordo com a configuração das cadeias produtivas e soluções a apresentar pelas startups.

Um dos representantes do Programa NexBio, que apresentou as demandas e ações desta segunda fase, Vicent Neumann, gerente de Inovação e Startups da Swissnex Brasil, resume o que somou para o projeto esse “feedback”, nessa retroalimentação de ideias e sugestões dos pesquisadores neste novo encontro para aprimorar as ideias e fortalecer o grupo e aprender juntos, antes das viagens de imersão pelo estado.

“Chegamos aqui com a mente aberta, enquanto SwissNex Brasil, nós já fizemos isso na primeira visita em 2022, e desde então o foco do programa, tem sido direcionado por pessoas da região, e vamos continuar com essa postura até o final. Isso representa um cuidado que tomamos desde o início do programa, que tem a ver de algum modo com a cultura suíça, que é muito inclusiva, e isso de alguma forma está refletido na metodologia deste programa. Vamos fazer o que as startups suíças, brasileiras, as pessoas locais vão sugerir. Achar um consenso e criar esse programa juntos e evoluir para as próximas edições”, aposta Neumann.

Fonte: FAPESPA (Por: Manuela Oliveira/ Ascom Fapespa)

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