| Em 07/12/2017

Fapes realiza Seminário de Avaliação de Resultados Finais do PPSUS

Oito projetos do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS: Gestão compartilhada em saúde no Espírito Santo) foram apresentados à sociedade, na última segunda-feira (04), na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) em Maruípe, durante o Seminário de Avaliação de Resultados Finais do Programa.

Na ocasião, pesquisadores divulgaram os resultados finais de cada pesquisa, que contou com o financiamento do Governo do Estado, por meio do edital nº 10/2015, firmado entre a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Ministério da Saúde – MS, por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos – Decit e a Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa).

O PSSUS tem a proposta de aplicar a pesquisa científica, tecnológica e de inovação na melhoria do Sistema Único de Saúde (SUS) e, consequentemente, no aumento da qualidade de vida da população. “É uma iniciativa de descentralização de fomento à pesquisa em saúde em todos os Estados, que promove o desenvolvimento científico e tecnológico, visando atender às peculiaridades de cada região brasileira e contribuir para a redução das desigualdades regionais”, destacou o diretor-presidente da Fapes, José Antônio Bof Buffon.

De acordo com o Decit – Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, a pesquisa relacionada à área da saúde representa 30% da produção científica nacional. No entanto, há uma forte concentração de doutores e mestres, assim como das instituições de pesquisa, nas regiões Sudeste e Sul do país. No Espírito Santo a maior concentração está no município de Alegre. Programas como este incentivam o aumento do índice de pesquisas científicas que consequentemente resultam em melhorias para a sociedade.

Pesquisas
Dentre os projetos apresentados, está o “Desenvolvimento de um kit preditivo para diagnóstico e genotipagem simultâneos das infecções causadas pelos vírus: zika, dengue e chikungunya, e seus impactos na redução da mortalidade infantil”, do pesquisador Moises Palaci. “O projeto nasceu a partir da necessidade de se ter um teste diagnóstico rápido e que pudesse contemplar a identificação das oito subpopulações dos vírus em pacientes suspeitos clinicamente dessas viroses. Em vez de esperar por quase uma semana para descobrir qual é a doença, como acontece atualmente, o paciente saberia em poucas horas o problema”, destacou Moises.

Após avaliação final, as pesquisas passam por outros órgãos para serem de fato implantadas. De acordo com o diretor técnico-científico da Fapes, Rodrio Ribeiro, a pesquisa do kit preditivo, por exemplo, precisa passar pela aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), antes de ser de fato implantada. “No seminário, em conjunto com membros do PPSUS, determinados projetos serão aprovados, e somente a partir de agora, após o término da avaliação, as pesquisas vão poder caminhar para de fato ocorrerem. A Fapes é responsável pela parte de avaliação, mas para que de fato essas melhorias e ideias aconteçam, outros fatores são necessários”, destacou.

Confira a lista completa das pesquisas apresentadas e um breve resumo aqui.

Fonte: Comunicação Fapes.

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