| Em 21/03/2024

Fapes lança 2ª edição da chamada Universal de Extensão com R$ 5 milhões para apoiar projetos de extensão

(Foto: Divulgação/ Pexels)

O Governo do Estado do Espírito Santo, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), inova mais uma vez e abre a 2ª edição do edital de apoio a projetos de extensão realizados pelas instituições de ensino e pesquisa capixabas que impulsionem o desenvolvimento socioambiental e econômico de todas as microrregiões do Estado. É a chamada 02/2024 – Universal de Extensão II, lançada na terça-feira (19) e já com inscrições abertas.

Entre as novidades da 2ª edição do edital estão a inclusão de um prazo maior de execução dos projetos. Agora, as propostas selecionadas terão 24 meses para concluírem seus projetos, além da adição de bolsa para os coordenadores, a seleção de até seis propostas por microrregião e o apoio de até 60 projetos com um investimento de R$ 80 mil para cada.

A chamada pública investe R$ 5 milhões para financiar projetos de extensão de todas as áreas do conhecimento. O recurso é proveniente do Fundo Estadual de Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Funcitec).

O diretor de Inovação da Fapes, Elton Moura, responsável pelo edital, destacou a relevância da chamada para o desenvolvimento do Espírito Santo: “O edital é um estímulo para a comunidade acadêmica e as instituições de pesquisa que precisam de mais apoio. Os recursos estão distribuídos de forma equitativa pelas microrregiões, visando a apoiar projetos que atendam às demandas sociais, ambientais e, principalmente, à formação de recursos humanos qualificados em todos os municípios do Estado”.

Inscrição de propostas

As inscrições já estão abertas e devem ser submetidas até as 17h59 do dia 17 de abril no site www.sigfapes.es.gov.br. Os projetos devem ser inscritos por profissionais graduados com experiência em projetos de extensão nos últimos três anos ou que tenham titulação mínima de mestre. Os profissionais também devem ser ligados a instituições de Ensino Superior e/ou pesquisa localizadas no Espírito Santo.

Cada proposta deve focar sua atuação em uma das dez microrregiões capixabas e abordar uma das áreas temáticas da Política Nacional de Extensão, que incluem:

  • Comunicação
  • Cultura
  • Direitos Humanos e Trabalho
  • Educação
  • Meio Ambiente
  • Saúde
  • Tecnologia e Produção
  • Trabalho

O edital tem o objetivo de apoiar financeiramente projetos de extensão cujas ações contribuam para a redução das desigualdades ou vulnerabilidades sociais, promovendo o desenvolvimento socioambiental e/ou econômico nas diferentes microrregiões do Espírito Santo.

Outros objetivos incluem estimular a interiorização da extensão no Espírito Santo e a interação da comunidade acadêmica com a sociedade, identificando e diagnosticando demandas locais, desenvolvendo tecnologia colaborativa e promovendo a difusão e transferência de conhecimento tecnológico.

Casos de sucesso da 1ª edição do Universal de Extensão

Na primeira edição do edital, vários projetos inéditos se destacaram pela inovação e uso de tecnologias que impactam no desenvolvimento da sociedade capixaba. Um dos exemplos é o projeto realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em que foi criada miniaturas em 3D de monumentos capixabas, deixando as obras de arte mais acessíveis e inclusivas.

As miniaturas permitem que pessoas com baixa visão ou deficiência visual vivenciem a experiência tátil desses monumentos. Além disso, o projeto visa a criar um “Kit Paradidático”, com jogos de tabuleiro contendo as miniaturas, para ser utilizado em salas de aula, promovendo o ensino da história e cultura capixabas.

O financiamento da Fapes foi fundamental para viabilizar o projeto, que recebeu, aproximadamente, R$ 400 mil no total, incluindo recursos dos editais Universal de Extensão, Núcleo Capixabas Emergentes em Pesquisa e Apoio à Infraestrutura de Pesquisa. Clique e leia a matéria completa.

Outro projeto desenvolvido por meio do edital Universal de Extensão I é o de transformação de dejetos de animais, como gados e suínos, em energia renovável e biofertilizantes. Coordenado pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) de Linhares, os biodigestores foram implantados em comunidades agroecológicas do município, gerando gás de cozinha e material orgânico de forma econômica e sustentável.

O uso de biofertilizantes, reduz o uso de adubos químicos e promove a sustentabilidade nas lavouras. O projeto conta com a colaboração do Movimento dos Pequenos Agricultores de Linhares. Leia a matéria clicando aqui.

 

Fonte: FAPES (Por: Jair Oliveira/ Ascom Fapes)

 

 

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