| Em 26/02/2019

Fapemig apoia jogo virtual para tratamento do AVC

Em um ambiente virtual o jogador controla o voo de um Gavião-real, nossa águia brasileira, passa por várias fases e completa desafios com diferentes níveis de dificuldade. Este é o Harpy Game, jogo virtual desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), e utilizado no tratamento de pacientes com sequelas motoras após um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

O game faz parte dos desdobramentos da pesquisa Desenvolvimento de um Sistema de Realidade Aumentada Imersiva para Simulação e Treinamento de Usuários de Próteses de Membros Superiores, coordenada por Edgard Lamounier. A proposta consiste na utilização da realidade virtual para a reabilitação dos braços de pacientes que tiveram AVC, mas também pode ser configurada para outros tipos de traumas que exigem reabilitação por fisioterapia, como: quebrar a clavícula, o punho, a bacia, dentre outras. “Este jogo, especificamente, é feito seguindo os protocolos de reabilitação para pacientes que sofreram AVC, e uma vez já configurado o fisioterapeuta apenas deve fazer a adequação do Harpy Game de acordo com as dificuldades motoras do paciente a ser tratado”, explica.

O jogo possui cinco fases e cada uma prioriza um tipo de movimento. Na primeira, por exemplo, o jogador precisa controlar o voo do Gavião-real e para isto, tem os primeiros movimentos de direção dos braços no sentido da direita, esquerda, acima e abaixo. Na sequência, é o momento de trabalhar os cotovelos e nesta fase, o paciente realiza movimentos com os braços ao atravessar anéis virtuais. Por fim, na terceira fase é a vez do gavião pescar e nesta atividade o paciente aprende a esticar e dobrar o membro lesionado “Assim vai até o final do jogo. São cinco fases, que ajudam de forma divertida e muito séria o paciente a realizar a reabilitação”, finaliza.

Portabilidade e o Tratamento Fora Domicílio (TFD)
Além das funcionalidades de reabilitação, o jogo se destaca por sua portabilidade. Ocorre que, para funcionar, é preciso apenas um computador com o dispositivo instalado e um bracelete que faz a conexão e transporta o paciente para outra dimensão. Desta forma, o Harpy Game pode ser utilizado até mesmo dentro do quarto do hospital logo após o AVC. “Isto aumenta muito a margem de recuperação total ou quase total do paciente, pois o tempo aqui para a reabilitação é fundamental” afirma Lamounier.

Outra vantagem da tecnologia, de acordo com o pesquisador, é a possibilidade de levar o jogo para locais remotos onde a escassez de equipes multidisciplinares para realizar o tratamento é uma realidade. “Uma vez que ele já possui a configuração especifica, basta que o profissional de fisioterapia faça a adaptação de acordo com a necessidade do paciente. Isto, diminuiria a taxa de TFD, por exemplo, em função do deslocamento para o tratamento de saúde e aumentaria as chances de reabilitação do membro”, ressalta.

Fonte: Comunicação Fapemig.

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