| Em 28/06/2023

FAPDF fomenta projeto para monitoramento de incêndios

Corpo de Bombeiros do DF no combate às queimadas do Distrito Federal | (Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília)

Uma parceria que se iniciou há mais de um ano entre a Universidade de Brasília (UnB) e a Associação Giga Candanga resultou no projeto “Sem fogo – DF” – que usa a inteligência artificial para monitorar incêndios. A iniciativa contou com recursos de R$ 700 mil fomentados pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). O projeto se estenderá até novembro deste ano. A perspectiva é que o monitoramento, futuramente, seja ampliado com drones conectados à tecnologia 5G.

O projeto visa, principalmente, ao desenvolvimento de uma nova solução de reconhecimento de imagens aéreas para a detecção precoce de fogo ativo ou incidentes de fumaça no Cerrado, principalmente, nessa época de seca no DF. A iniciativa permite uma ação antecipada das equipes de combate ao fogo, evitando que os focos evoluam para incêndios de grandes proporções.

Câmeras

Câmera instalada na estrutura da Torre Digital | (Foto: Divulgação – UnB/CIC)

Quatro câmeras, ligadas a uma rede de fibra ótica, foram instaladas no terraço da Torre Digital, com ampla visão do DF. Usando inteligência artificial, elas captam as imagens e levam em tempo real ao Departamento de Ciência da Computação (UnB/CIC). A equipe trabalhou desde o início no projeto, em novembro de 2021, para elaborar técnicas avançadas de inteligência artificial nas imagens.

“Com a pesquisa, esperamos levantar dados estatísticos e quantitativos sobre uma região típica que é o Cerrado”, destacou a pesquisadora da UnB/CIC, professora Priscila Solís.

 

Para que o sistema operacional pudesse captar com eficiência a região do Cerrado, foi necessária a atuação de outros pesquisadores de outras áreas, como redes de computadores, inteligência artificial e visão computacional.

“Bancos de imagens de outros lugares, como Estados Unidos, por exemplo, não descrevem corretamente as características de incêndios no Cerrado e não são eficientes para que um sistema de inteligência artificial possa identificar com precisão esses sinistros no Cerrado. É necessário um trabalho especifico na região para produzir novas imagens e habilitar o sistema para distinguir nesse novo ambiente o fogo em tempo real”, reforçou a pesquisadora. “Hoje, o sistema leva um segundo e meio desde a entrada da imagem no sistema até a identificação do fogo”.

Para Priscila, o fomento feito pela FAPDF foi fundamental por facilitar a execução do projeto. “Foram comprados equipamentos de interconexão de rede e câmeras reservas, por exemplo. Cada uma custou cerca de oito mil reais”, acrescentou.

Equipe monitorando as imagens no Departamento de Ciência da Computação (UnB/CIC). (Foto: divulgação)

Além do recurso, a FAPDF deu suporte operacional, sanando dúvidas burocráticas e financeiras. “Importante ressaltar que todo o projeto ‘SemFogo-DF’ teve a participação de alunos e ex-alunos da UnB. Além do forte apoio de professores e pesquisadores da Giga Candanga”, finalizou a professora.

 

Fonte: FAPDF (Texto: André Baioff / Edição: Lucíola Barbosa, Fapdf)

 

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