| Em 09/04/2019

Estudo apoiado pela Fapemig busca conhecer a diversidade e evolução da espécie tão usada em peças decorativas no Estado

Pesquisadores da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), estudam a taxonomia — ciência que descreve as espécies — das plantas sempre-vivas. O objetivo é conhecer sua diversidade e evolução, bem como fazer um registro a fim de preservar a espécie fonte de arrecadação de renda. A equipe é coordenada pela professora Lívia Echternacht Andrade, do Laboratório de Sistemática Vegetal do Departamento de Biodiversidade, Evolução e Meio Ambiente.

Utilizada na produção de arranjos, as sempre-vivas fazem parte do mercado de flores ornamentais da região do Espinhaço desde 1930. Elas são coletadas por diversas famílias da região, conhecidas como “apanhadores de flores sempre-vivas” e são um importante meio de subsistência para elas. No entanto, devido ao extrativismo acelerado dessas plantas, causado por seu baixo custo no mercado, à expansão urbana, à mineração e à agricultura, muitas espécies estão ameaçadas de extinção.

Diante disso, foram desenvolvidos diversos projetos de manejo controlado do ambiente e foi criada a Associação de Artesãos de Sempre-Vivas, visando promover um espaço de discussão e planejamento coletivo do cultivo das plantas. “O artesanato das sempre-vivas pode favorecer a conservação das espécies, se feito de forma manejada e sustentável “, diz Lívia. A expectativa é estender este trabalho de taxonomia para que haja um levantamento sólido, principalmente de gêneros que têm uma diversidade enorme e são pouco conhecidos. “Desde os anos 2000, aumentou muito o número de pessoas trabalhando nessa área. Mas ainda temos muito a fazer porque, antes disso, o trabalho mais consolidado sobre o tema era do começo do século XX“, finaliza Lívia.

Importância das coleções científicas
Para a consolidação dos estudos, é de suma importância também a criação e preservação de coleções científicas que, no caso das plantas, são arquivadas nos herbários. “Pegamos os exemplares na natureza, desidratamos, catalogamos, e eles ficam arquivados em herbários para acesso de outros pesquisadores”, explica a professora. O trabalho de criação e manutenção de herbários é importantíssimo para a pesquisa em Botânica, inclusive porque as áreas naturais vêm sendo degradadas a ponto de muitas espécies não existirem mais na natureza.

Em Minas Gerais, um herbário significativo é o da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mas a UFOP tem uma importante coleção histórica, “uma das mais antigas do Brasil e com certeza a mais antiga de Minas Gerais”, finaliza Lívia.

Fonte: Minas Faz Ciência (com adaptações Fapemig).

Leia também

Em 08/05/2026

Pará é o maior produtor de dendê do Brasil, com um crescimento histórico do setor

O mais novo estudo da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) destaca a cadeia produtiva do dendê com uma das fases mais dinâmicas do agronegócio brasileiro, com um crescimento vantajoso nas últimas décadas. No centro desse avanço está o estado do Pará, que responde hoje por quase toda a produção nacional, consolidando-se […]

Em 06/05/2026

CONFAP e Conselho Europeu de Pesquisa lançam chamada 2026 para apoiar a mobilidade de pesquisadores doutores do Brasil para a Europa

O Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), em parceria com o Conselho Europeu de Pesquisa (ERC), lançou, nesta quarta-feira (06/05), a chamada ERC–CONFAP–2026.  O objetivo da chamada é apoiar a mobilidade de pesquisadores doutores sediados no Brasil para integrarem equipes de pesquisa na Europa, em projetos financiados pelo ERC.  A chamada […]

Em 06/05/2026

Tecnologia brasileira ajuda a Nasa a planejar próximas missões à Lua

Poucas horas antes de a espaçonave Orion cruzar no último dia 1º de abril os céus da Flórida, nos Estados Unidos, rumo à Lua, o engenheiro mecatrônico Rodrigo Trevisan Okamoto recebeu, em São Paulo, uma confirmação que aguardava desde o anúncio da missão Artemis II, em 2023. Um e-mail da Nasa informava que a tripulação do primeiro […]

Em 06/05/2026

Projeto apoiado pela Fapitec/SE ganha o 1° lugar no Prêmio Fernando Braga da ABMES, em Brasília

Um projeto que integra os programas da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE) obteve destaque no país. O projeto “Meninas na Ciência – Sim, Sinhô! Tecnologia, Saúde e Mudanças Climáticas”, apoiado por meio do edital n° 09/2024 da fundação, ganhou em Brasília o 1° lugar no Prêmio […]

Em 06/05/2026

Projeto apoiado pela Fapes utiliza microalgas como alternativa sustentável e ganha destaque em cenário de crise global de fertilizantes

Um projeto apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) vem ganhando destaque como solução inovadora diante de um dos principais desafios do agronegócio mundial: a dependência de fertilizantes importados. O GreenWay Trees, desenvolvido pela empresa capixaba GreenWay Environmental & Climate, foi contemplado no edital Fapes/Seama nº 02/2025 – Apoio […]