| Em 02/05/2018

Empreendedora capixaba é vencedora de competição na Suíça

O AIT Swiss Camp aconteceu de domingo (22) a sexta-feira (27), em três cidades da Suíça, e contou com capacitações e interação com o ecossistema de inovação local. O evento, realizado pela Swissnex Brazil, é uma iniciativa da Secretaria do Estado da Suiça para Educação, Pesquisa e Inovação, atrelada ao Departamento de Relações Exteriores, e o Consulado Geral da Suíça no Brasil.

Dentre 37 startups participantes de todo o mundo, Denise, professora da Universidade de Vila Velha (UVV), foi a primeira colocada da competição, ao lado da também capixaba Rayssa Helena Arruda Pereira, doutoranda da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), que conquistou o 4º lugar do evento.

Os projetos foram apresentados a uma banca de jurados composta por especialistas na área de inovação e investidores. Entre os especialistas convidados estava o diretor técnico-científico e de inovação da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), Rodrigo Ribeiro Rodrigues, convidado pela Swissnex Brasil e pela organização do AIT Swiss Camp para compor a banca avaliadora. O primeiro lugar foi premiado com R$ 10 mil.

“Nós temos duas capixabas entre os oito finalistas e entre os quatro melhores projetos apresentados. É muito orgulho para o Estado, que vem dedicando muito esforço para melhorar o ecossistema de inovação, e o resultado começa a parecer”, ressaltou Rodrigo.

Sobre os projetos apresentados

O projeto Smile Alge, da empreendedora Denise, propõe o desenvolvimento de fármacos com base em bioativos de algas existentes na costa capixaba, tendo como primeiro produto a criação de um creme dental com extrato de alga capaz de reduzir a acumulação de placas bacterianas, promover a remineralização dos dentes e trazer benefícios à saúde.

Rayssa, por sua vez, apresentou um projeto de sensor óptico aplicado a bioengenharia de órgãos. A empreendedora explica que a técnica de descelularização de órgãos objetiva produzir órgãos sem células para utilizá-los em transplantes após repovoá-los com as células do próprio paciente, aumentando a oferta de órgãos e evitando as reações de rejeição. No entanto, as ferramentas existentes hoje em dia para avaliar o processo são destrutivas e culminam na inutilização do órgão, impossibilitando avaliá-lo individualmente. Para isso, a empresa desenvolveu um sensor óptico não invasivo para prever e garantir a eficiência do processo de descelularização.

Sinapse da Inovação e o desenvolvimento do ecossistema capixaba
Esta é a segunda vez que uma startup do programa conquista o primeiro lugar do prêmio, como aconteceu em 2016 com a empresa Revella. O Sinapse da Inovação é um programa de incentivo ao empreendedorismo inovador que oferece recursos financeiros, capacitações e suporte para transformar ideias inovadoras em empreendimentos de sucesso.

Idealizado pela Fundação CERTI em 2008, o programa já possui 10 anos de atuação em Santa Catarina e chegou ao Espírito Santo, em 2017, promovido pelo Governo do Estado por meio da Fapes.

“Após a implantação do Sinapse, pudemos observar um destaque expressivo do ecossistema capixaba em nível nacional. O Espírito Santo apresentou um aumento em 150% do número de startups aprovadas no maior programa de aceleração de startups do país, o InovAtiva Brasil, sendo o estado que mais se destacou ao subir no ranking. A premiação na Suíça só prova o potencial competitivo das inovações desenvolvidas no estado, inclusive internacionalmente”, comentou o diretor-presidente da Fapes, José Antônio Bof Buffon.

Fonte: Fapes /  Fundação Certi.

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