| Em 08/06/2026

Com investimento do Governo de Goiás, UFG inaugura primeiro laboratório de biossegurança nível 3 do Estado

Estrutura recebe R$ 3,9 milhões em recursos da Fapeg e amplia a capacidade de resposta a surtos, epidemias e futuras pandemias (Foto: Breno Magalhães/Fapeg)

A Universidade Federal de Goiás (UFG) inaugurou, no dia 3 de junho, o primeiro Laboratório Multiusuário de Nível de Biossegurança 3 (NB3) do Estado de Goiás. A estrutura recebeu investimento de R$ 3,9 milhões do Governo de Goiás, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), e representa um marco para a pesquisa científica e a saúde pública goiana.

A cerimônia de inauguração foi realizada no auditório do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP/UFG), no Setor Leste Universitário, em Goiânia.

O laboratório permitirá a realização de pesquisas com agentes biológicos de classe de risco 3, como vírus, bactérias e fungos altamente infecciosos, em ambiente de máxima contenção e segurança. A estrutura amplia a capacidade científica de Goiás para investigar doenças emergentes, desenvolver tecnologias em saúde e produzir respostas mais rápidas diante de surtos, epidemias e pandemias.

Segundo o presidente da Fapeg, Marcos Arriel, o investimento fortalece a infraestrutura científica do Estado e posiciona Goiás entre os principais polos de pesquisa do país. “Estamos criando condições para que cientistas desenvolvam pesquisas estratégicas em áreas fundamentais para a saúde pública, além de atrair e reter talentos, ampliar parcerias e impulsionar a produção científica”, destaca.

O Laboratório Multiusuário de Nível de Biossegurança 3 funcionará no Centro Multiusuário de Pesquisa de Bioinsumos e Tecnologias em Saúde (CMBiotecs) do IPTSP/UFG.

Avanço para a ciência e a saúde pública

A implantação do NB3 elimina uma lacuna histórica na pesquisa científica em Goiás. A ausência de um ambiente com esse nível de biossegurança limitava estudos relacionados a doenças como tuberculose, HIV, Covid-19, leishmaniose e outras enfermidades causadas por agentes infecciosos de alto risco.

Para a pesquisadora Ana Paula Junqueira-Kipnis, coordenadora do NB3 no IPTSP/UFG, a nova estrutura permitirá o avanço de pesquisas em áreas como saúde, ciências biológicas, ciências agrárias e biotecnologia. Segundo ela, a ausência de um laboratório com esse nível de biossegurança representou um gargalo histórico para a produção científica.

“A não realização dessas pesquisas resultou em uma lacuna de conhecimento e, consequentemente, no estancamento do avanço científico. Pesquisas envolvendo doenças como a tuberculose, HIV, Covid-19, além de outros vírus, e também parasitárias como a leishmaniose, fúngica como a paracoccidioidomicose (PCM), entre outras, não foram realizadas pela ausência de laboratórios com condições de biossegurança adequadas”, relata.

A nova estrutura permitirá o desenvolvimento de pesquisas estratégicas e fortalecerá a preparação do Estado para futuras emergências sanitárias. Antes de entrar em operação, o laboratório foi avaliado e recebeu alvará de funcionamento da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), órgão responsável por autorizar o funcionamento de instalações desse tipo no Brasil.

Fonte: FAPEG (Por: Ascom Fapeg, com modificações)

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