| Em 17/11/2025

Araucária investe em restauração ecológica para a resiliência climática em regiões devastadas pelas enchentes no RS,em 2024

(Imagem: Divulgação)

Dezesseis projetos voltados à reconstrução e à adaptação climática no Rio Grande do Sul foram indicados para receber, ao todo, mais de R$ 11 milhões em recursos da chamada da Teia de Soluções – Resiliência Climática para o Rio Grande do Sul, uma iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, em parceria com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), a Fundação Araucária com apoio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), com apoio do RegeneraRS.

“Uma das prioridades da Fundação Araucária é o de apoiar e desenvolver ações que promovam o bem-estar e a riqueza à população. Portanto, fazemos questão de participar desta iniciativa de reconstrução do Rio Grande do Sul, e principalmente, aplicar soluções de prevenção às consequências e causas das mudanças climáticas que temos enfrentado”, ressaltou o diretor de Ciência, Tecnologia e de Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa.

O projeto Restauração Ecológica para a Resiliência Climática, coordenado pelo professor Marcos Bergmann Carlucci da Universidade Federal do Paraná em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria – RS, é uma das cinco iniciativas contempladas no edital e que abrange o centro do Rio Grande do Sul, próximo à Santa Maria, e o início do Rio Jacuí, que vai desaguar no Lago Guaíba – Porto Alegre, ou seja, uma das áreas mais degradadas pelas enchentes de 2024.  

“O primeiro objetivo que temos é o mapeamento da capacidade de retorno da vegetação ripária. Com isso, vamos avaliar o potencial de regeneração natural nesse pós-enchente e mapear a possibilidade de regeneração natural assistida da vegetação, principalmente das florestas. Com base nisso, será elaborado um plano de recuperação com mapa de classificação do solo, do potencial de regeneração natural e também das áreas que poderiam ser implementadas tanto na regeneração natural assistida como, eventualmente, em algumas áreas que precisem de uma ação. Realizaremos ainda, protocolos de implantação e manejo, definindo quais espécies nativas utilizar, composições e também vamos avaliar o potencial de produção de alimentos em uma abordagem de restauração produtiva”, enfatizou Carlucci.

As outras quatro soluções apoiadas pela Fundação Araucária e FAPERGS são:  

● SOMA-Mirim – Sistema de Observação e Monitoramento Ambiental da Lagoa Mirim: sistema integrado de monitoramento ambiental que ajuda gestores públicos e comunidades ribeirinhas a acompanhar, em tempo real, a qualidade da água, do ar e do clima na Lagoa Mirim, gerando alertas e mapas. A solução ajuda na tomada de decisões mais rápidas e conscientes diante das mudanças climáticas;  

● CLIMATE-AI-SBN: IA para enfrentamento Climático: plataforma educacional que apoia escolas públicas na preparação para os efeitos da crise climática. Traz trilhas de aprendizagem, simulações e planos de ação com base na natureza, tudo alinhado à Base Nacional Comum Curricular;  

● SACH-J – Sistema de Alerta de Cheias de Jaguarão: sistema integrado que combina monitoramento em tempo real e barreiras móveis de contenção para prevenir cheias em Jaguarão. Auxilia gestores e a comunidade, gerando alertas automáticos e respostas rápidas, protegendo a população e reduzindo danos;

● SBN para resiliência climática na Região Metropolitana de Porto Alegre: o projeto propõe corredores ecológicos e ações baseadas na natureza para guiar o planejamento metropolitano. Com mapas, índices e cartilhas, apoia gestores e comunidades na tomada de decisões para um futuro mais resiliente.

Fonte: Fundação Araucária (Por: Ascom F.A.)

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