A Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (ABIPTI) informa que grupos corporativos terão desconto nas inscrições para o curso Elaboração de Projetos para Captação de Recursos em CT&I, que acontece de 25 a 29 de outubro em Brasília (DF). A turma, que está restrita a 30 vagas, participará de aulas que unem a teoria à prática.
Para grupos de dois a quatro profissionais vinculados a instituições associadas à Abipti o valor do investimento será de R$ 540 por pessoa. Para cinco ou mais inscritos o valor cai para R$ 510 por pessoa. Já para as instituições não associadas o investimento é R$ 810 por pessoa para grupos de dois a quatro funcionários. Caso a empresa queira inscrever cinco ou mais pessoas o valor da inscrição é de R$ 765.
As inscrições individuais continuam o mesmo valor: R$ 600 para instituições associadas e R$ 900 para não associados. As atividades do cursos são voltadas para micro e pequenos empresários, analistas, pesquisadores e gestores de políticas de ciência, tecnologia e inovação (CT&I).
Com cortes no orçamento público nos últimos anos, a concorrência por financiamentos para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) têm aumentado conforme os recursos vão se tornando escassos. O cursos de Elaboração de Projetos para Captação de Recursos em CT&I é uma oportunidade para quem quer sair na frente em busca dos recursos das agências federais e estaduais de amparo à ciência e tecnologia.
Segundo o consultor da ABIPTI e instrutor do curso, Félix Silva, submeter um projeto consistente e que atenda a todos os requisitos da chamada pública é um atalho acessar os recursos. “Muita gente usa uma colcha de retalhos, copia a informação e aquilo fica muito evidente na hora de elaborar um projeto. As agências hoje estão muito mais criteriosas na hora da avaliação das propostas, não só no mérito, mas também no formato”, afirma o consultor.
Os alunos, de acordo com Silva, receberão instruções valiosas sobre os conceitos, métodos e técnicas para a elaboração e gestão de projetos direcionados para as agências de fomento e instituições de apoio financeiro à CT&I, como a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e tecnológico (CNPq) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Nas aulas a atenção é voltada para a leitura dos editais, além de exercícios de construção de projetos. Os alunos interagem entre si, facilitando a captação do conteúdo. O objetivo é passar aos estudantes a compreensão do que está por trás dos requisitos da chamada pública.
“Nós destrinchamos o edital para que o objeto proposto seja entendido. Além de identificar que tipo de projetos estariam mais aderentes à chamada”, explica Silva. “O não cumprimento dos prazos, a falta de documentos necessários que devem ser anexados ao projeto, como também ausência de certidões negativas, a inelegibilidade de membro do consórcio executor, entre outros, são questões que, muitas vezes, podem tornar a proposta inválida.”
Outro fator que compromete a aprovação é a falta de indicadores. O instrutor do curso ressalta que dados como esses são vitais para mensurar a capacidade de o projeto contribuir para modificar o problema encontrado. “É importante ter um alinhamento lógico em toda essa cadeia, onde fique claro que aqueles objetivos específicos contemplem tais atividades. As instituições de fomento priorizam muito os indicadores. Quanto mais números, mais consistente é o projeto”, analisa.
Para mais informações sobre o curso, clique aqui.
Histórico
O curso de elaboração de projetos já capacitou 300 pessoas e vem sendo procurado por instituições. Recentemente a Marinha do Brasil contratou a instituição para aplicar a metodologia a oito servidores civis e 22 militares das nove instituições de ciência e tecnologia (ICTs) vinculadas à força.
Fonte: Felipe Linhares – Agência Gestão CT&I