| Em 22/02/2016

Pesquisador do CDTN publica livro sobre reator nuclear

O pesquisador Amir Zacarias Mesquita, do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), em Belo Horizonte, realiza estudos analíticos e experimentais para determinar parâmetros de transferência de calor realizados no reator nuclear denominado TRIGA. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), ele desenvolveu a pesquisa Investigação experimental da transferência de calor em reatores nucleares, concluída em dezembro de 2015. A partir dessas experiências, o pesquisador publicou o livro ‘Termo-Hidráulica experimental de reator nuclear de pesquisa TRIGA’, que pode ser adquirido por meio do site da editora Novas Edições Acadêmicas.

 “Este livro é uma compilação de vários experimentos. Muitos resultados foram referenciados por outros autores, pois existem poucos dados experimentais disponíveis. Acredito que, conforme tem acontecido com estas publicações, o livro será consultado por pesquisadores que atuam em áreas similares”, afirma Amir Mesquita. Segundo o pesquisador, a relevância desta publicação para a área está na complexidade de avaliar teoricamente os coeficientes de transferência de calor. Estes dados variam durante a operação e só podem ser verificados ao realizar as experiências no reator TRIGA IPR-R1 (Training, Research, Isotopes, General Atomic).

 O equipamento chegou ao Brasil em 1960, com o programa do governo americano Átomos para a Paz. Atualmente, pertence ao CDTN e já foi utilizado para diversas finalidades, entre elas a irradiação de iodo para aplicações em saúde, a análise em grande escala de amostras minerais e as aplicações industriais e estudos ambientais. Este equipamento também auxiliou o programa nuclear brasileiro na década de 1970 durante a caracterização do minério de urânio de Poços de Caldas, no sul de Minas Gerais, além de ter treinado vários operadores, funcionários e gerentes das usinas de Angra 1 e 2, no Rio de Janeiro, onde são produzidos 3% de energia elétrica de origem nuclear do Brasil.

 O pesquisador acrescenta que, quando se fala em radiação ionizante, existe grande desconhecimento por parte da população, mas ela está significativamente presente no cotidiano das pessoas. “Poucos sabem que a natureza é radioativa, que na tabela periódica, todos os elementos acima do bismuto (Bi) são radioativos”, explica. Além disso, o reator é considerado seguro, pois caso ocorra um aumento brusco da temperatura dos combustíveis, ele desliga, independente da atuação do operador.

Fonte: Assessoria de Comunicação FAPEMIG

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